A união de todos os players (Ongs, secretarias de governo que trabalham com assistência social, associações de aposentados, os fundos de pensão e de aposentadoria de empresas privadas e de organizações públicas, dentre outras), voltados a direitos sociais e a programas de melhoria da qualidade de vida na 3ª (terceira) idade, fortaleceria muito a valorização desse contingente populacional e o empoderamento, dentro da sociedade brasileira, no momento atual. Para ilustrar o cenário atual, no Brasil, alguns números são:

  • Em 2018, a quantidade de pessoas acima de 50 anos soma mais de 33 milhões, o que representa 16% da população brasileira. Em 2050, segundo a previsão do IBGE, esse número será de 60 milhões e o percentual de 25% da população do Brasil. O acréscimo de pessoas anualmente no “estoque” acima de 50 anos é de aproximadamente de 1 milhão de pessoas por ano.
  • Nos fundos de pensão, da iniciativa privada, existem mais de mil executivos em cargos como presidente, diretor de Seguridade, diretor de Benefícios e Administrativo-Financeiro.
  • Aproximadamente 500 municípios no Brasil e alguns dos 27 estados da Federação vêm conduzindo com maestria suas entidades de previdência do servidor.
  • Não existe hoje no Brasil qualquer entidade de abrangência nacional que dedique-se aos cinco pilares descritos a seguir, assim como faz a AARP – American Association for Retired Persons, que existe há mais de 60 anos e possui mais de 37 milhões de associados, com eventos que rodam todos os 50 estados americanos o ano inteiro, tratando de: 1) Finanças; 2) Empreende-dorismo; 3) Lazer;  4) Saúde  5) Inclusão digital.

No Brasil, há algumas entidades exponenciais e que atuam “fora da curva”, focadas em agregar reflexões sobre temas voltados à terceira idade, como o Instituto da Longevidade Mongeral Aegon, a Associação dos Aposentados da Siderúrgica de Volta Redonda e o LAB 60+, em Minas Gerais, que acaba de lançar um aplicativo para contratar acompanhantes de idosos. Destaca-se também a Maturity Jobs, que promove um banco de profissionais para oportunidades de carreira e empregos, e a ONG Geração 50+, com sede em Olinda-PE, que ensina a fazer Plano de Negócio e os comportamentos empreendedores para quem quer empreender após a aposentadoria. A metalúrgica SEMCO, com sede em São Paulo, do empresário Ricardo Semler, que nos anos 80 escreveu o Livro Virando a Própria Mesa, acaba de definir uma nova política de Recursos Humanos, disruptiva, que dá direito aos colaboradores, todas as quartas-feiras, de faltar ao trabalho, comprando sua hora, para tratar de algum projeto pessoal que só faria após se aposentar.

Dessa forma, neste ano de eleição para presidente e de muitas outras mudanças cidadãs, é urgente e uma grande oportunidade para que todos os players voltados às ações de interesse da 3ª idade, os quais, ainda estão jogando “solo”, pudessem se unir em um grande Fórum Nacional. Esse Fórum serviria para definir diretrizes e mostrar a força social, organizacional e política que todos juntos têm para exigir novos direitos, além do Estatuto do Idoso, nesse novo arranjo econômico, político e social que atravessamos. Dúvida: quem deve, pode e vai startar esse movimento? Desde já, apresento-me no front! Uma oportunidade única, como um gol feito em um jogo de Copa do Mundo.

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