Já se perguntou se a cidade onde mora está preparada para te acolher à medida que você envelhece? O Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL) 2020 avaliou 867 municípios brasileiros nos quais vivem 160 milhões de pessoas para identificar quais são as cidades mais bem preparadas para o envelhecimento da população e quais as cidades brasileiras menos preparadas, que precisam investir mais para que seus moradores vivam mais e melhor. Confira os resultados!

Entre as cidades mais populosas do país - com mais de 104 mil habitantes - , São Félix do Xingu, no Pará, foi apontada como a menos preparada para o envelhecimento. Já entre cidades consideradas pequenas, com menos de 103 mil habitantes e mais de 33 mil habitantes, o município Buriticupu (MA) aparece no final do ranking.


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O IDL é uma iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que utiliza metodologia desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas. A primeira edição do índice foi lançada em 2017 e analisou 498 cidades.

O estudo considerou as mil cidades brasileiras mais populosas, organizadas em dois grupos: as grandes, representadas pelas cidades de maior população, desde São Paulo (SP), com 12 milhões de habitantes, até Ituitaba (MG), com 104 mil habitantes, e as pequenas, representadas pelas demais 700 cidades entre as mil com maior número de habitantes, incluindo desde Japeri (RJ) (com 103 mil  habitantes) até Santa Cruz das Palmeiras (SP) (com 33 mil habitantes). O conjunto de mil cidades está distribuído por todas as cinco regiões do território brasileiro.

A elaboração do ranking foi baseada em sete variáveis: Indicadores gerais, Cuidados de saúde, Bem-estar, Finanças, Habitação, Educação e trabalho, Cultura e engajamento. Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações.

Neste sentido, o IDL é uma ferramenta que vem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas que impactem positivamente na qualidade de vida de seus moradores. Também serve como guia para que empresários identifiquem oportunidades de negócios que atendam à demanda dos idosos.

“Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”, explica o diretor-executivo do Instituto de Longevidade, Henrique Noya.

Veja abaixo o ranking das cidades menos desenvolvidas

Entre as mais populosas, as cidades brasileiras menos preparadas para o envelhecimento segundo o IDL são:

278 - Parauapebas (PA)

279 - Águas Lindas de Goiás (GO)

280 - São Félix do Xingu (PA)

cidades brasileiras menos preparadas

Entre as cidades menos populosas do Brasil, as menos preparadas para o envelhecimento segundo o IDL são:

594 - Lábrea (AM)

594 - Pacajá (PA)

595 - Buriticupu (MA) 

cidades brasileiras menos preparadas

Entenda a avaliação do IDL

Entre as variáveis que levam São Félix do Xingu a uma baixa performance no IDL estão habitação, finanças, cultura e engajamento. Por outro lado, a cidade vai melhor no quesito bem-estar, no qual também é mais bem avaliada a cidade de Águas Lindas de Goiás. O município goiano precisa melhorar as notas em cultura e engajamento, em especial no que trata do número de casamentos de idosos. Paraupebas precisa investir em melhorias no quesito habitação. Por outro lado, já performa melhor em bem-estar.


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Já entre as cidades menores, a avaliação é de que a cidade de Boriticupu (MA) precisa investir mais em finanças, educação e trabalho. O município tem uma avaliação ligeiramente melhor quando se fala em bem-estar, mas ainda assim é preciso fazer melhorias para atender à população idosa. Em Pacajá (PA), a variável saúde tem os piores indicadores, mas o município performa melhor em indicadores gerais, como taxa de desemprego. Por fim, Lábrea (AM) tem melhor avalição nos rankings de bem-estar e indicadores gerais, mas vai mal no indicador educação e trabalho.

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