Embarcar em um avião rumo ao velho continente está cada vez mais fácil e prático, mas ainda é uma viagem que pesa no bolso. Em tempos de euro valorizadíssimo, programar sem pensar em economizar em viagem à Europa faz qualquer conta bancária estremecer – e todo turista pensar duas vezes antes de comprar o tão sonhado bilhete aéreo.

Claro que nem tudo é drama. Seguindo dicas infalíveis, é possível economizar uns bons trocados e curtir as férias no lado de lá do Atlântico. O portal do Instituto de Longevidade conversou com especialistas em planejamento financeiro e na arte de viajar, que compartilham segredinhos indispensáveis para quem está programando dias inesquecíveis no território europeu.

Confira, a seguir, as dicas de Adriano Dias, viajante do projeto Vida Wireless; Carlos Afonso, administrador, contabilista e educador financeiro; Leandro Trajano, personal financeiro; e Vivian Sant’Anna, coach especialista em planejamento financeiro.

1. Escolha a média temporada 

Tanto o verão quanto o inverno tendem a ser bem rigorosos na Europa: calor em excesso entre junho e agosto e frio (e até neve) entre dezembro e fevereiro. Isso sem contar que os preços disparam na época de sol intenso. Para não sofrer com a temperatura, nem com os valores absurdos da temporada quente, prefira fazer viagem à Europa na primavera, de março a maio, ou no outono, de setembro a novembro, considerados média temporada. Nesses períodos, hospedagem e alimentação, sobretudo, têm preços mais "amigos".

2. Fique atento às promoções

A forma mais certeira de comprar bilhetes aéreos baratos é aproveitar as promoções que surgem vez ou outra. Há sites que costumam divulgar as pechinchas esporádicas, como Melhores Destinos, Viagens na Web, Voopter e Google Voos. Os dois primeiros mantêm canal no WhatsApp e disparam mensagem assim que encontram preços interessantes. No terceiro, é possível criar alertas de valores, dentro do que você está disposto a pagar. Já o serviço do Google não cobra taxas administrativas.

3. Compare preços e tenha flexibilidade

Há muitos sites que rastreiam preços de passagens, como Skyscanner, Kayak e o próprio Google Voos, em que é possível fazer várias simulações de preços. Ter datas flexíveis para ida ou volta (3 dias, pelo menos) possibilita encontrar valores mais atraentes, já que pode haver diferença de um dia para outro. Ao pesquisar várias vezes um destino em um mesmo site, abra o navegador (Chrome, Firefox, Internet Explorer) em aba anônima. Os cookies, que armazenam temporariamente o histórico de acessos, podem levar a alterações de preços – nesse caso, sempre para mais.

4. Use os sites do país a ser visitado

Para voos internos, dentro da Europa, faça cotação nos sites do país que pretende visitar. Por exemplo, em Portugal, onde a maior companhia aérea é a TAP, em vez de pesquisar quanto custa um voo entre Lisboa e Funchal no site da empresa voltado para o público brasileiro, faça as buscas na versão criada para o viajante português. É uma chance de encontrar preços melhores e economizar em viagem à Europa.

5. Avalie a melhor hospedagem

Se a viagem é em grupo, talvez seja mais interessante alugar um apartamento em vez de vários quartos de pousada ou hotel. Para essa situação, há serviços como o Airbnb, que ainda permitem uma maior aproximação com a cultura local. Caso prefira o tradicional, há sites comparativos com preços como Booking e Hoteis.com.


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6. Compare valores sempre

Antes de fechar qualquer compra de passagem ou reserva de hospedagem em sites de comparação de preço (Skyscanner, Booking e afins), consulte o site das próprias companhias aéreas e dos hotéis sugeridos, para checar se há divergência de valor. Muitas vezes, o preço praticado por comparadores pode ser maior que o oferecido diretamente pelas empresas. O contrário também pode acontecer. Melhor, então, é verificar onde sai mais em conta.

7. Avalie o custo-benefício da estadia

Importantíssimo: sempre que for reservar uma hospedagem, leia as avaliações de quem já se instalou ali. Os chamados "reviews" dão muitas pistas se o lugar é realmente bom ou se escondem alguma pegadinha. Se por acaso encontrar um ótimo quarto ou imóvel com preço incrivelmente baixo, avalie sua localização. Pode ser que fique em bairros mais afastados e o custo de deslocamento seja alto, o que não justifica o valor mais baixo no aluguel.

8. Alimente-se como os "locais"

Frequentar restaurantes voltados para o turismo tem seu preço – uma refeição completa custa, em média, de 25 a 30 euros por pessoa. Uma dica é observar onde os moradores do lugar almoçam no intervalo do trabalho ou jantam depois do expediente. Geralmente, lugares que não são, necessariamente, voltados para turistas oferecem preços ótimos e experiências igualmente boas. Quem reside na região também pode indicar boas opções para se alimentar. Outro recurso é usar aplicativos, como Foursquare, que indicam locais próximos com preços mais acessíveis.

9. Cozinhe e vá ao supermercado

Se você se hospedar em apartamento e tiver tempo livre para cozinhar, o custo das refeições vai despencar. Mesmo se não for preparar sua própria refeição, faça visitas aos supermercados. Além de conhecer as diferenças cotidianas, é a chance de comprar sanduíches, snacks, bebidas e outras guloseimas sempre muito bem-vindas na mochila, para aquela fome fora de hora.

10. Prefira dinheiro em espécie

Se possível, leve dinheiro em espécie, para fugir do IOF maior e das altas taxas de conversão. Na compra da moeda estrangeira em casa de câmbio, o IOF é de 0,38%, enquanto o imposto pago em cima dos gastos de cartões de crédito, débito e pré-pago é de 6,38%, assim como em traveler cheques.

11. Compre moeda aos poucos

Se a viagem deve acontecer dentro de alguns meses, vá comprando a moeda estrangeira aos poucos, mês a mês. Assim, foge do investimento grande de uma única vez. Além do mais, não corre o risco de pagar valor alto demais ou perder aquela oscilação para baixo que é ótima. Quem compra aos poucos, no fim das contas, paga um valor dentro da média do mercado.

12. Faça passeios gratuitos

Se você domina ou tem uma boa noção do idioma do país visitado ou o inglês, procure por passeios a pé, gratuitos. Chamados de walk tours, são comuns nas maiores cidades da Europa. Seu único gasto será com uma gorjeta para o guia, no final. Detalhe: a experiência de andar pela cidade permite muito mais interação com o lugar.

13. Informe-se sobre ingressos mais baratos

Assim como os passeios a pé, muitos pontos turísticos, como museus e teatros, costumam ter um dia da semana ou do mês com ingressos a preços mais baixos ou até acesso gratuito. Sem contar que muitos desses locais oferecem descontos para quem tem determinada idade, o que pode ser uma boa economia para o bolso. Informe-se previamente para conseguir economizar em viagens à Europa.

14. Pague dois em vez de um

Caso opte pelos passeios em ônibus turísticos pelas principais atrações de uma cidade – veículos geralmente de dois andares, com serviço "hop on hop off" – pode ser mais interessante comprar bilhete com direito a dois dias de uso. A diferença de valor não costuma ser muito grande e permite que, no primeiro dia, você faça o roteiro completo, conhecendo as principais localizações e, no seguinte, escolha quais deles quer visitar com mais calma.

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