Na madrugada da próxima segunda-feira (21), moradores de toda a América do Sul estarão com os olhos voltados para o céu na expectativa de assistir à primeira super Lua de Sangue do ano. O raro fenômeno astronômico, que só voltará a acontecer no ano de 2036, terá início por volta das 00h30, quando a sombra da Terra começará a cobrir a Lua dos raios solares. O ponto máximo do eclipse ocorrerá por volta de 3h15. Ao todo, serão cinco horas de evento.

A astróloga Divanise Salto explica que o nome Lua de Sangue surgiu há muito tempo e que ele nada tem a ver com algo macabro ou assustador. “É um fenômeno natural que acontece quando há um eclipse total da Lua. A Lua reflete a luz do Sol. A sombra da Terra é projetada sobre a Lua, que ganha uma cor avermelhada. É por isso que se chama Lua de Sangue. Mas nada tem a ver com derramar sangue ou mortes”, garante Divanise.

Psicóloga transpessoal, acupunturista, terapeuta floral e thetahealer, ela garante que, astrologicamente falando, trata-se apenas de mais um eclipse e que os mitos existentes em torno desse fenômeno são das impressões assustadoras dos povos antigos.

“Desde sempre, o homem observa as estrelas. A primeira referência astrológica data de 1600 a.C., um disco de metal com a lua e as estrelas chamado Disco de Nebra, encontrado no estado alemão da Saxônia-Anhalt. Com uma ciência tão antiga, vocês conseguem imaginar o que seria um eclipse para os povos antigos?”, argumenta.

A influência da Lua de Sangue sobre os signos do Zodíaco

O fenômeno poderá exercer alguma influência sobre os nativos de alguns signos, de acordo com a astróloga. “O eclipse irá ocorrer a um grau do signo de Leão. Logo, cancerianos que possuem o sol nos graus de 27 a 30 e leoninos com o sol de zero a 6 graus serão diretamente influenciados, ocorrendo também a oposição aos aquarianos dos últimos graus”, explica.

“De modo geral, todos seremos influenciados nas casas dos nossos Mapas Astrais em que temos o signo de Leão ou Aquário, bem como os planetas que estão em Aquário e Leão nos nossos mapas”, acrescenta.

Para a astrologia, a função de um eclipse tem a ver com os estímulos lunares: mexer com as emoções. Ou seja, estimular balanços internos, questionamentos, reflexões que podem levar muitos nativos a questionar seus relacionamentos afetivos.

Povos antigos praticavam rituais para a Lua de Sangue

De acordo com Divanise, a cultura Maia associava o plano celeste a deuses e um eclipse representava a “morte de um deus”, mesmo que por alguns instantes. Acredita-se que, nessas ocasiões, esses povos cumpriam um ritual religioso de sacrifícios, inclusive humanos, para tentar evitar perdas maiores e fazer o Sol voltar a brilhar.

Divanise brinca que, hoje em dia, não é preciso fazer nenhum sacrifício humano. Mas alguns cuidados especiais podem ajudar a lidar com as energias desse momento. “Como um eclipse costuma trazer clareza sobre certas emoções, e emoções acumuladas acabam gerando doenças, vale a oportunidade para deixar ir mágoas, ressentimentos, arrependimentos, antigos amores e raivas acumuladas”, sugere a terapeuta.

“Eu, particularmente, gosto sempre de unir uma unidade de cada elemento para qualquer ritual. Um de terra, que pode ser uma flor; um de água, que pode ser a água da flor; um de ar como, por exemplo, um incenso; e um de fogo, que pode ser o incenso aceso. Depois, faça sua intenção de quais emoções você quer deixar ir. Se quiser, escreva e queime esse papel para o vento levar suas intenções aos deuses”, conclui.

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu email. Inscreva-se: