Inspiração

Entrevistamos Raquel Oliveira, a escritora que já foi chefe do tráfico

Raquel Oliveira foi chefe do tráfico na Rocinha, a maior favela do Rio, nos anos 90. Cheirou cola de sapateiro aos 6 anos para aplacar a fome, foi vendida para um chefe do jogo do bicho, foi perseguida, usou drogas, matou. “Eu não era oprimida. Eu oprimia”, reflete ela.

Para superar a dependência química, começou a escrever. Voltou a estudar: fez magistério e pedagogia. Lançou livro de contos e romance, “A Número Um”, autobiográfico, que vai virar longa-metragem.