Dizem que sete é conta de mentiroso. Mas falaciosas, mesmo, são algumas crenças que se ouvem por aí a respeito do envelhecimento. Muitas delas se baseiam naquela frase que, na realidade, é o mantra da desmotivação: “Estou muito velho para...” Não acredite nisso. Assim, aproveitando que 1º de abril é sacramentado como o Dia da Mentira, resolvemos desconstruir alguns pensamentos – e dizer algumas verdades sobre eles.

Confira, no dia da mentira, as sete maiores falácias sobre o envelhecimento

1. Já passei da idade de fazer sexo

Não caia nessa pegadinha do Dia da Mentira. São muitos os estudos que se detêm sobre o tema para afirmar que o exercício pleno da sexualidade em fases mais maduras da vida é totalmente possível. As dicas dos especialistas para ser mais feliz no campo amoroso nessa etapa passam por uma palavrinha quase mágica: autoconhecimento.


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Desenvolver a intimidade, falar sobre o que lhe dá mais prazer, ouvir o parceiro ou a parceira e, com isso, aproveitar a experiência dos anos vividos da melhor maneira são algumas das fórmulas valiosas para desfrutar do sexo com muito mais prazer. E claro que existem os recursos tecnológicos que chegam para ajudar, caso dos cremes lubrificantes e afins.

2.  Fui sedentário até hoje, é tarde demais para fazer exercícios

Não é. A qualquer idade, os benefícios ao se exercitar são comprovados. Há casos de quem começou a praticar algum esporte depois de um infarto na maturidade – e, com isso, adquiriu uma condição muito melhor de saúde.

Em relação a esse mito do tarde demais, vejamos o exemplo do maratonista indiano Fauja Singh. Perto dos 90 anos, ele perdeu a mulher e o filho. Para vencer a depressão, começou a correr. E, dos 89 aos 102, venceu provas de 10 km e de 20 km e disputou maratonas pelo mundo todo. Em 2014, aos 103 anos, ele resolveu abandonar a carreira esportiva, mas continuou a praticar suas caminhadas de 3 a 4 horas por dia. Não é história de pescador.

Dia da mentira. Foto: Photographee.eu/shutterstock

3. Depois da aposentadoria, a única coisa a fazer é ficar “de papo pro ar”

Mas será que não ficará entediado de tanto não fazer nada? A consultora Denise Morante, mestre em gerontologia e sócia da empresa Angatu IDH, enxerga a pós-aposentadoria com outros olhos. “Em todos os locais em que trabalho, sinto que as pessoas têm muita vontade de diminuir o ritmo e ter mais disponibilidade para realizar sonhos, mas nunca só desfrutar do tempo livre”, diz. “O medo da falta de utilidade, esse sim é o maior medo.”


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E se engana quem pensa que continuar a exercer uma atividade produtiva será por demais cansativo. Uma das possibilidades é se tornar consultor na área em que atua, determinando uma carga horária semanal de atuação mais leve. Ou se dedicar com mais afinco a um hobby para o qual não tinha muitas datas na agenda.

4. Depois de certa idade, é necessário adotar um estilo visual mais discreto e conservador

Trata-se de um tabu cada vez mais desconstruído por consultores de moda e gerontólogos. Vivemos tempos em que a individualidade de pensamento e de hábitos passa a ser mais respeitada, e há espaço suficiente na sociedade para que diversas opções de estilo convivam “numa boa”. Quer inclusive fazer uma tatuagem depois dos 50? Não há problema algum, desde que se sinta bem com essa mudança visual – e ela faça sentido em relação a seus propósitos de vida.

5. Estou velho demais para estudar

Mentira das mais feias. Não só se torna mais comum a presença de alunos de idade mais avançada nas salas de aula de escolas e universidades como também surgem cursos especificamente planejados para esse público. A USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, abriu em fevereiro inscrições para 5.265 vagas em 246 cursos gratuitos para maiores de 60 anos de idade em sua UnATI (Universidade Aberta à Terceira Idade). Em 2017, o número de matriculados com mais de 50 anos em cursos superiores no Brasil foi recorde: 76.078; o de pedagogia foi o preferido, com 9.848 inscritos, segundo o Censo da Educação Superior do Ministério da Educação.

6.  Todo idoso é teimoso e “reclamão”

Para chegar a uma conclusão dessas, é preciso antes que nos perguntemos: os jovens reclamam pouco? E o que dizer dos adolescentes? “Quando alguém mais jovem reclama, os outros falam que é uma questão de personalidade”, chama a atenção Gal Rosa, terapeuta ocupacional especializada em gerontologia. Por que, então, seria diferente com os mais maduros? É preciso, ainda, avaliar a suposta teimosia como também uma forma de autoafirmação, uma vez que a voz do mais velho nem sempre é devidamente ouvida pela sociedade.

7. Sair para festas e baladas e coisa para os mais jovens

É um pensamento tão arraigado que, segundo uma pesquisa britânica de 2017, 37 anos é a idade-limite para frequentar clubes noturnos, na opinião dos respondentes. Afirmar algo assim, só se for “para inglês ver” no Dia da Mentira. Isso porque, na prática, os hábitos têm se mostrado diferentes, e não se tratando apenas de bailes da terceira idade.

Em Belo Horizonte, por exemplo, a organização Motivato, cujo objetivo é fomentar a socialização, o lazer e a cultura entre o público sênior, costuma organizar passeios para bares da cidade. É nítido o crescimento do convívio intergeracional nesse tipo de estabelecimento, e não mente quem diz que balada é, sim, uma diversão para qualquer idade.

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