É fato: as novelas e minisséries impactam no nosso dia a dia muito mais do que a gente percebe. Isso pode ser verificado no guarda-roupa, nos modismos e nas frases que caem no gosto do público, depois de disparadas por algum personagem carismático.

Um dos mais famosos bordões surgiu justamente entre dois atores que são adorados pelos brasileiros: Antônio Fagundes e Stênio Garcia – que, aliás, é o querido aniversariante deste dia 28, quando completa 87 anos de vida.


Relembre as séries e novelas que conquistaram o público e foram sucessos de audiência. Clique aqui e assine a Globo Play. 


"É uma cilada, Bino" era o que bradava o caminhoneiro Pedro (interpretado por Fagundes) ao inseparável companheiro Bino (vivido por Stênio), na série Carga Pesada, exibida entre os anos de 1979 e 1981 e, depois, entre 2003 e 2007, na Rede Globo.

Mesmo quatro décadas depois de ter sido lançada no seriado,  a frase ainda é repetida quando a situação tem cheiro de presepada. Inspirados nesse "legado" que a dupla de atores deixou para o telespectador, resgatamos outros 8 bordões que se tornaram inesquecíveis.

"Tô certo ou tô errado?"

Quase tão antiga quanto a frase dos amigos caminhoneiros é a fala intimidadora de Sinhozinho Malta – ou Francisco Teixeira Malta, vivido por Lima Duarte, na novela global Roque Santeiro, em 1985 e início de 86. Fazendeiro e chefe político, só perdia a pose de poderoso diante da amante Viúva Porcina (Regina Duarte), com quem desejava se casar.

"É justo, muito justo, é justíssimo"

Belarmino (José Wilker) nem era personagem central de Renascer, trama das 20h da Rede Globo, em 1993, mas fez seu bordão ganhar as salas de estar e as ruas de todo o país. Curiosidade: o dito surgiu a partir de um improviso. O ator simplesmente esqueceu a fala da vez, no desenrolar de uma cena trabalhosa. Em vez de ficar em silêncio, soltou o "é justo, muito justo, é justíssimo", que acabou se tornando marca do seu personagem.

"Cada mergulho é um flash!"

O jeitão espalhafatoso da suburbana Odete, personagem de Mara Manzan em O Clone (2001, Rede Globo), tem tudo a ver com o bordão que caiu no gosto do público. Odete adorava um holofote e, mais ainda, os “paparazzi” que ela encontrava no Piscinão de Ramos, seu “point” na novela.

"Sou uma mulher de 'catiguria'"

Em 2007, Camila Pitanga deu vida à Bebel, em Paraíso Tropical. Linda, ousada (na vida e no visual), Bebel era uma das garotas do bordel de Amélia (Susana Vieira). Como era bastante ambiciosa, trocou a casa pelas ruas de Copacabana e disparava a frase – com o erro gramatical mesmo (catiguria em vez de categoria) – sempre que sentia estar sendo rebaixada.

"É um must"

Lá em 1997, Luiza Tomé e sua Scarlet Mackenzie Pitiguary (ou, simplesmente, Scarlet) misturava inglês com português, criando uma frase inesquecível. Mulher do prefeito, bonita e fogosa, nas noites de lua cheia, Scarlet ficava alterada com vontade de sair nua pelas ruas, pois queria "nhanhar". A personagem fez tanto sucesso que foi resgatada para participar da trama atual "O Sétimo Guardião".

"Me poupe, Salgadinho!" 

Regina Dourado incorporou Dona Lucineide, em Explode Coração (1995). A expressão era repetida todas as vezes que a mulher perdia a paciência com Seu Salgadinho (interpretado pelo saudoso Rogério Cardoso), o marido. O bordão virou discurso de quem não suportava mais a tentativa de ser ludibriado.

"Na chon"

O ano: 1990. A atriz: Aracy Balabanian. A novela: Rainha da Sucata. Dona Armênia, viúva, mãe de Geraldo, Gino e Gerson, administrava a vida e os negócios da família com punho de ferro. Também era invejosa e fofoqueira e ameaçava colocar tudo "na chon" se algo não acontecesse do jeito que ela esperava.

"Inshallah" 

Entre 2001 e 2002, a então atriz mirim Carla Diaz fez todo mundo assumir que gostava de ouro, muito ouro. Vivendo Khadija, adolescente de um dos centros árabes da novela, ela repetia a frase que significa algo como "se Deus quiser" –  no caso, "Se Alá quiser". Caiu no gosto do povo, é claro!

Agora conta pra gente: qual o bordão inesquecível para você?

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: