Quando o assunto é manutenção do imóvel, uma coisa é certa: sempre haverá alguma coisinha a ser feita. Um reparo aqui, uma pintura ali, um capricho ou uma necessidade que na maioria das vezes acaba custando bem mais caro do que o planejado. Mas se você não tem uma boa reserva na poupança e precisa buscar crédito junto a instituições financeiras, é bom ficar atento ao juros de empréstimo.

Bancos e financeiras costumam oferecer empréstimo pessoal, o famoso CDC (Crédito Direto ao Consumidor), para construções e reformas de imóveis. Porém, há linhas de créditos mais interessantes para essas finalidades, com juros de empréstimo bastante atraentes.

juros de empréstimoCrédito: kurhan/shutterstock

“O CDC, por ser uma linha de crédito destinada a aquisição de bens ou serviços, sem propósito específico, apresenta juros de empréstimo mais altos quando comparado a outras linhas de créditos criadas especificamente para construções e reformas”, destaca Marcos Diniz, gerente de Tesouraria da Mongeral Aegon Seguros e Previdência.

Entretanto, de acordo com Diniz, o grande problema é que “essas linhas específicas normalmente estão fora da realidade de grande parte da população brasileira, dada a exigência de boa capacidade econômico-financeira". Isso sem falar na burocracia, como, por exemplo, a instituição financeira precisa avaliar e aprovar o projeto para construção ou reforma, dependendo do montante envolvido.

Mas se você é aposentado ou pensionista do INSS, uma boa saída pode ser o crédito consignado.


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Consignado para fugir dos altos juros de empréstimo

Atualmente, por determinação legal, o empréstimo consignado pode comprometer até 35% da renda mensal da pessoa. Desses, 30% são em forma de empréstimo e 5% para compra ou saque no cartão de crédito consignado. De acordo com a autarquia, o crédito consignado tem o objetivo de frear um maior endividamento da população, evitando na medida do possível que recorram a linhas de créditos mais caras.

Para aposentados e pensionistas do INSS, a taxa de juros máxima nominal do consignado é de 2,08% ao mês para empréstimo pessoal e 3% ao mês para cartão de crédito consignado. De acordo com Diniz, a economia pode chegar a mais de 200% ao ano se comparada aos juros cobrados pelos bancos no cheque especial.

Até mesmo pessoas que estão com o nome sujo conseguem tomar um crédito consignado, desde que haja margem consignável disponível e não tenham atingido a quantidade máxima de nove contratos ativos para empréstimo pessoal e um para o cartão de crédito do mesmo benefício.

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