A máxima “dinheiro bom é dinheiro no bolso” guia as práticas financeiras da matemática Valéria Sanches Rocha, 54 anos. Metódica assumida, ela guarda todos os comprovantes de compra e, ao chegar em casa, anota “cada cafezinho” em uma planilha de Excel. Com isso, afirma nunca ter ficado no vermelho. Além das despesas, ela também insere suas aplicações e cria gráficos para visualizar melhor suas economias – prática semelhante ao famoso desafio das 52 semanas.


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O método consiste em guardar um pouco de dinheiro toda semana e registrar a quantia em uma planilha. A verba pode ser guardada em um cofrinho ou ser depositada em uma poupança – ainda que o rendimento seja baixo, investir na caderneta é o primeiro passo para quem deseja criar um hábito de poupar.

Desafio das 52 semanas: como chegar a R$ 13.780

O valor inicial do desafio é o poupador quem decide, mas a estratégia para chegar a uma alta quantia no final das 52 semanas é dobrar o valor inicial a cada sete dias.

Ou seja, se você começar a dinâmica depositando apenas R$ 1, deve depositar R$ 2 na segunda semana, até chegar a R$ 52 na última semana. No final, o valor acumulado será de R$ 1.378, se o valor ficar no cofrinho (não for para a poupança).

Com um depósito inicial de R$ 5, chegará a R$ 6.890. Se for R$ 10, o acumulado final será de R$ 13.780, suficiente para uma viagem ao exterior, por exemplo.

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E, para encher o “porquinho”, não há segredo, afirma Alexandre Miserani, professor de administração da Faculdade Arnaldo, em Belo Horizonte (MG). “Dinheiro não nasce em árvore. O valor final gerado no desafio das 52 semanas depende do volume financeiro guardado e do nível de risco do investimento. A grande sacada é criar o hábito de poupar”, destaca.

Além da poupança, investidores mais experientes podem também aplicar o dinheiro no Tesouro Direto ou em fundos de renda fixa e variável, detalha o administrador. “A poupança tem risco próximo de zero, com baixo rendimento. O Tesouro Direto tem maior rentabilidade e risco moderado, uma vez que o emissor é o governo federal. Os fundos, por outro lado, têm risco e retorno maiores e, por isso, são ideais para investimentos a longo prazo”, explica.

Desafio das 52 semanas: poupar para sonhar

desafio das 52 semanas

A matemática Valéria Sanches Rocha diz que o desafio das 52 semanas é uma boa ferramenta para objetivos de curto prazo; Crédito: Arquivo Pessoal

Investidora de fundos de renda fixa, Valéria garante que não faz uso de crédito para trocar de carro e viajar. “Uso o Excel para calcular a quantidade de aplicações que preciso fazer, em um determinado tempo, para atingir a meta”, explica a matemática, indicando o desafio das 52 semanas como uma boa ferramenta para objetivos de curto prazo.

Com o rigor nas finanças, ela conseguiu reformar o imóvel e trocar de carro à vista. “Não gosto de parcelar nada. Quando compramos à vista, temos bastante desconto. E, quando não tenho dinheiro, não compro”, diz ela, que elabora tabelas de rentabilidade para o marido e para o chefe. 

Na avaliação de Miserani, a rigidez de Valéria com as finanças permite que ela tenha maior controle da própria renda e, desta forma, possa planejar gastos de médio e longo prazo.


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“O brasileiro não está acostumado a planejar as despesas e acaba gastando dinheiro com coisas fúteis, como cafezinho, roupa nova e festas no final de semana. Se cada despesa for anotada, o controle será maior porque o comprometimento da renda ficará evidente”, aconselha o professor.

No caso de endividamento, a solução tem de ser ainda mais radical, alerta a planejadora financeira Lorena Barreto: “É preciso aceitar que está ‘doente’ e que precisa de ajuda profissional para mudar o comportamento financeiro e reconstruir a saúde e a independência econômica”.

Cortar gastos supérfluos, como os citados por Miserani, e reorganizar as dívidas devem ser os primeiros passos. “Quando as finanças voltarem ao azul, é hora de guardar dinheiro. Se pouparmos R$ 5 por dia, em 30 dias teremos R$ 150. Parece difícil, mas não é. Afinal, melhor economizar do que pagar dívida com juros, não?”

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