A alíquota de IR (Imposto de Renda) deverá sofrer reajuste para as faixas mais altas, informou o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. A medida segue em discussão pela equipe econômica do novo governo, que ainda não definiu de quanto será a nova alíquota de IR e quais faixas serão afetadas.

“Não iremos ao extremo de ter apenas uma alíquota de IR”, declarou o secretário após a cerimônia de posse do novo "superministro' da Economia, Paulo Guedes, que ocorreu na última quarta-feira (2), em Brasília. “Poucas alíquotas são absolutamente adequadas e uma alíquota adicional para altas rendas, altos rendimentos”.

Cintra afirmou que o sistema tributário brasileiro precisa ser progressivo, o que significa cobrar mais dos mais ricos e reduzir a carga tributária dos mais pobres, ampliando a faixa de isenção, que hoje engloba apenas os trabalhadores que ganham até R$ 1.903,98.


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O secretário também disse que o caixa do governo não pode ser ainda mais comprometido do que já está, por isso os ajustes dependerão da economia que o novo governo conseguir fazer.


Novo imposto à vista

Marcos Cintra confirmou a informação de que a nova equipe econômica estuda a criação de um imposto único que poderá incidir sobre operações financeiras, exatamente como a antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). No entanto, a criação do novo imposto está condicionada à progressividade do sistema tributário.

Ainda de acordo com Cintra, o imposto único também poderá ser calculado sobre o faturamento de empresas e sobre o valor adicionado a uma mercadoria em cada etapa da produção e do comércio.

A boa notícia é que o governo pretende reduzir a carga tributária (que fechou 2017 em 32,4% do PIB) por meio da unificação e da simplificação de tributos.

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