Ah, o famoso grupo de WhatsApp da família. Muita gente tem alguma reclamação sobre ele, sobretudo nestes tempos em que qualquer tipo de assunto parece virar polêmica.

Porém, é fato que quase ninguém vive sem participar dessa comunidade virtual que serve para aproximar os parentes mesmo a distância. Opa, aproximar ou separá-los mais ainda?


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Ora, tudo vai depender de como você interage no grupo. Então, damos algumas dicas para essa comunicação não emperrar.

10 manias que devem ser evitadas no WhatsApp da família

1 – Bom dia, boa tarde, boa noite, boa semana: as saudações em excesso

Sabemos que a intenção é das melhores. E que, se você pudesse, daria um beijo de bom dia, boa tarde ou boa noite naqueles que ama e que não estão sempre ao seu lado fisicamente. Mas, no “zap zap” da família, o exagero nas mensagens de saudações diárias, especialmente aquelas mais rebuscadas, com o texto enquadrado por imagens do nascer do Sol pela manhã ou de estrelas no céu ao anoitecer, pode se tornar cansativo. Até mesmo para quem envia, porque acaba se tornando uma espécie de hábito obrigatório. Ou uma frustração, uma vez que a maioria dos participantes muitas vezes não responde de volta ao cumprimento. O afeto é mais valorizado quando chega na dose certa; concentre o foco nas interações mais pontuais, como ao parabenizar alguém que faça aniversário ou conquistou uma promoção no trabalho.

2 – Cobrança ou bronca “em público”

Não se esqueça de que, embora ninguém esteja se vendo olho no olho, algumas falas podem causar constrangimentos de efeito bem presencial. Deixe aquela bronca no filho ou no sobrinho para uma conversa privada; expor o problema para mais gente não vai ajudar a solucioná-lo nesse caso.

3 – Mentira tem perna virtual curta

Às vezes nem é por mal. Mas vai que alguém comenta com você sobre algo que supostamente aconteceu com um amigo da família e seu impulso o leva a repetir a informação no grupo do WhatsApp. Mais tarde, acaba-se descobrindo que aquela informação inicial era uma fofoca sem fundamento. Como se explicar perante os familiares?

4 – Cuidado com as “fake news”

No tópico anterior, demos o exemplo de uma mentira “privada”. Mas as notícias que correm o mundo muitas vezes também não são nada verdadeiras. Antes de postar algo no grupo de WhatsApp da família, confira de onde vem aquela informação e se a fonte é de fato confiável. Verifique a notícia em mais de um veículo de comunicação para se assegurar de que não se trata de “fake news”. “É preciso checar antes para não fazer o papel de bobo ou desinformado”, alerta Carla.

5 – O que entra no grupo não sai do grupo

“Evite fofocas e conversas no privado sobre o assunto que o grupo discute, isso pode se voltar contra você”, orienta Carla da Silva Santana Castro, terapeuta ocupacional, pesquisadora de recursos de tecnologia para apoiar a vida do idoso e presidente da SBGTec (Sociedade Brasileira de Gerontecnologia). Estender certos debates para diálogos paralelos acaba gerando interpretações equivocadas sobre o que foi dito inicialmente, o que pode provocar algum mal-estar entre os participantes.

Whatsapp da família. Foto: durantelallera

6 – Atenção: nem todo link é inofensivo

“Mais do que enviar textos, os mais velhos usam muito o WhatsApp para compartilhar fotos e links da internet”, avalia Vinícius Faro, educador do CRI Norte – Centro de Referência do Idoso da zona norte da cidade de São Paulo. Embora saudável, esse tipo de interação requer precauções. “Muitas vezes, uma carinha bonitinha pode se abrir para um conteúdo nada inofensivo”, alerta. Ou mesmo ser porta de entrada para vírus indesejáveis que causem danos ao aparelho. “Evite compartilhar links de emissores desconhecidos”, orienta.

7 – O fantasma das correntes

Esse é um dos maiores medos entre os participantes do WhatsApp da família: receber correntes no grupo. Não seja aquela pessoa a mandar dizeres do tipo “Envie esta mensagem para cinco pessoas e tenha sorte na vida”. O efeito pode ser o contrário, já que você correrá o risco de ter parentes lhe desejando azar.

8 – Evite temas polêmicos

Principalmente se já sabe que a sua orientação política é diferente da do restante do grupo, por exemplo. Também não é recomendável adotar posturas agressivas em relação a outras ideologias, incluindo aqui os campos da religião e do futebol. Mesmo a distância, você pode provocar rusgas e acabar conhecido como o “Zé Confusão” da família.

9 – Seja mais reservado

Em família, geralmente é assim: você tem mais intimidade com alguns parentes e menos com outros. Então, alguma confissão mais íntima pode soar adequada para os mais chegados e descabida para quem não o conhece tão a fundo. Dessa forma, prefira dividir os segredos mais inconfessáveis no privado, com quem já esteja acostumado a ouvir suas revelações.

10 – Não exagere nos assuntos de interesse restrito

Você e sua prima amam filmes “cabeça”. E sempre começam conversas intermináveis sobre o tema no WhatsApp da família. Porém, precisam perceber que os outros membros do grupo nunca interagem nesse bate-papo virtual. Também, pudera: eles não estão nem aí para filmes iranianos ou coreanos. Então, o melhor mesmo é você e sua prima abordarem o assunto em um diálogo privado, para não sobrecarregar os demais com algo que não lhes interessa.


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Ah, um último lembrete: o CRI Norte costuma realizar workshops gratuitos sobre o uso do WhatsApp. Também tira dúvidas sobre o aplicativo às terças e quintas, das 8h às 12h e das 13h às 16h30. O centro fica na rua Augusto Tolle, 978, Santana, zona norte da cidade de São Paulo.

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