A atividade sexual traz melhorias para a pele, a autoestima e o sistema cardiovascular, segundo especialistas. Agora é possível incluir mais um item a essa lista: sexo faz bem para a memória recente de pessoas com mais de 50 anos de idade.

É o que mostra um estudo publicado em maio no periódico científico “Archives of Sexual Behavior”, feito por pesquisadores da universidade australiana de Wollongong com 6.016 pessoas com mais de 50 anos.

Foram avaliados 2.672 homens e 3.344 mulheres na Inglaterra sob diversos prismas, como saúde, dieta e atividade sexual. Os participantes ainda tiveram de passar por um teste de memória episódica (de fatos vivenciados por uma pessoa), entre 2012 e 2014.

Todos tiveram declínio geral na memória. Mas quem tinha relações mais frequentes e maior intimidade emocional se saía melhor nos testes.

Segundo o professor Mark Allen, responsável pelo estudo, em curto prazo, o sexo faz bem para a memória, em sua retenção. Não há, contudo, relação comprovada entre a memória de longo prazo e a atividade sexual.


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No ano passado, outro estudo, publicado no “Journals of Gerontology”, demonstrou que pessoas que faziam sexo semanalmente tinham melhor capacidade cognitiva do que quem não tinha atividade sexual.

No total, 73 participantes de 50 a 83 anos de idade – 38,4% homens e 61,6% mulheres – completaram um teste cognitivo e preencheram um questionário sobre a frequência de atividade sexual, saúde geral e estilo de vida.

Questão de proximidade

Ok, sexo faz bem para a memória, mas se engana quem pensa que sexo e intimidade emocional estão relacionados – mesmo em casais que estão juntos há anos. Segundo a psicóloga Marina Simas de Lima, cofundadora do Instituto de Casal, essa proximidade está mais relacionada à entrega, à parceria, à cumplicidade, à segurança e à estabilidade.

E, para construí-la, é preciso investir em intimidade emocional, física e sexual. “Às vezes, é reconstruir para alguns; para outros, se reinventar em função da idade, do contexto e da necessidade de um maior estímulo para excitação e para obter o orgasmo.”

Ela explica que buscar um clima afetivo, com romantismo e cumplicidade fora das quatro paredes, é o primeiro passo para melhorar a vida sexual. “[Vale] usar da fantasia e de recursos que possibilitem não ter ansiedade de desempenho e se entregar à atividade sexual na busca do prazer.”

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