Em comédias românticas e novelas, os galãs nunca falham na hora H. As heroínas também não têm problemas entre quatro paredes. Mas, fora das telas, milhões de homens e mulheres enfrentam disfunções sexuais.

Para eles, os problemas no sexo vão de disfunção erétil a ejaculação precoce. Para elas, seguem desde falta de desejo até dor na relação. E todas essas condições podem estar relacionadas tanto a aspectos físicos – resultado de doenças como diabetes e hipertensão – quanto a emocionais.

Conheça, a seguir, o que mais atormenta homens e mulheres na vida a dois e saiba o que pode ser feito para tratar as disfunções sexuais.

Homens

Disfunção erétil

Todos os anos, são registrados 1 milhão de novos casos de disfunção erétil em homens maiores de 18 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. "É muito mais do que uma enfermidade localizada. Pode ser a manifestação de uma doença orgânica, como problemas cardiovasculares, hipertensão, colesterol e alterações hormonais, ou uma condição psicológica", diz o urologista César Milton Marinellim.

Esses fatores podem comprometer o processo de ereção, que começa no cérebro – com a liberação de substâncias que estimulam os nervos e a circulação sanguínea. Ou ainda impactam o mecanismo de irrigação do pênis, que faz com que o órgão ganhe volume e rigidez.

A recomendação é consultar um urologista, que pode identificar o problema. Se houver necessidade, o paciente pode ser encaminhado para médicos de outras especialidades, como cardiologia e psiquiatria.

Ejaculação precoce

Causada por fatores neurológicos, psicológicos ou anatômicos, pode estar associada a estresse, consumo excessivo de álcool ou longos períodos de abstinência sexual. Essa é uma das disfunções sexuais mais comuns entre homens.

Para encontrar o cuidado adequado, o médico precisará considerar fatores como a idade e impactos na vida sexual da pessoa. "O tratamento inicial é a ingestão de remédios orais, como o Viagra”, explica Marinellim.

Em situações em que o paciente não obtém resultado, a injeção hormonal é a saída mais indicada, segundo o médico. “Caso o homem não responda a essas intervenções, pode ser necessário recorrer a próteses penianas."

Anejaculação

A ausência de ejaculação, com a sensação de orgasmo mantida, é causada por fatores psicológicos e físicos, como medo da gravidez, polução noturna, esclerose múltipla, lesões vertebro-medulares, cirurgias e medicamentos. Marinellim afirma que casos como esses são incômodos porque "existe uma cobrança de que o homem tenha uma ereção completa".

O tratamento é individualizado. Um urologista pode definir a melhor solução para cada caso.

Ejaculação dolorosa

Derivada de processos infeciosos ou inflamatórios, pode ser ocasionada por fimose, uso de preservativos em tamanho inadequado ou falta de higiene, entre outros fatores.

Caso sinta desconfortos, o homem deve procurar um urologista para investigar as causas e obter o tratamento mais adequado para o problema.

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Mulheres

Perturbação da excitação sexual

"A principal causa dessa disfunção sexual é a diminuição do estrogênio. Ele influencia tanto na vascularização clintoniana quanto na lubrificação, causando dores e secura vaginal", explica Luiz Carvalho, ginecologista da Clínica Doktor's. Apesar de recorrente, parte das mulheres não fala sobre o problema na consulta, o que dificulta o tratamento.

Lubrificantes podem ajudar em um primeiro momento. Contudo, é necessário investigar os fatores que estão causando o problema, para obter uma intervenção efetiva.

Os sintomas são tratáveis, explica o especialista. Acompanhamento médico e suporte psicológico são essenciais para recuperar a confiança e o prazer. "Muita gente acha que a vida sexual acaba nessa idade [após os 50 anos], mas, na verdade, ela está só começando", afirma.

Perturbação no orgasmo

Caracterizada pela dificuldade de atingir o clímax, a disfunção pode estar associada a alterações hormonais, doenças neurológicas, uso de remédios e tabus sociais.

O primeiro passo é descobrir a origem do problema. Após o diagnóstico, é possível fazer intervenções com remédios ou terapia direcionada.

Vaginismo

O transtorno sexual é responsável por contrações involuntárias nos músculos vaginais, que impedem a penetração ou tornam o ato sexual doloroso para a mulher.

Há diversos fatores que detonam o problema – desde traumas, inseguranças e crenças pessoais até infecções. Para tratar, o ginecologista fará uma investigação aprofundada, que identifique a origem.

Desejo sexual hipoativo

O baixo desejo também está na lista de disfunções sexuais mais comuns entre a população feminina. As causas podem ser alterações hormonais, uso de medicamentos e transtornos de ansiedade, entre outras.

O ginecologista investiga a origem dessa disfunção. A partir daí, tem condições de receitar o tratamento ou a medicação mais adequados.

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