Responda com sinceridade: você realmente pre-ci-sa de tudo o que compra? Pode colocar na lista roupas, sapatos, eletrônicos, parafernálias e até alimentos. Ou vai dizer que não tem uma blusa encostada na gaveta há mais de cinco anos e comida descartada porque o prazo de validade venceu? Mas saiba que é possível mudar hábitos e passar a consumir menos, sem que isso afete seu dia a dia.

Em entrevista ao portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, os especialistas Bruno Almeida, psicólogo clínico e organizacional, coach e idealizador do projeto Superando Desafios; Lívia Marques, coach e psicóloga organizacional e clínica; e Paulo Sérgio Oliveirahh, professor, palestrante e escritor, revelam nove segredos para adotar uma vida menos consumista, eliminando os supérfluos da sua vida.

  1. Entenda o processo

O primeiro passo é o "despertar da consciência". É sair do automático do inconsciente coletivo, que nos leva a acreditar em necessidades que, na verdade, não temos. Quando estamos atentos a esse processo, é mais fácil fugir das armadilhas do consumo. Passamos a questionar a real necessidade de tudo e dar mais valor àquilo que conquistamos, sem nos importar com modismos.

  1. Questione-se

Antes de comprar qualquer coisa que não seja gênero de primeira necessidade, pergunte-se: esse item é, de fato, indispensável? Avalie por que quer adquiri-lo, o quanto e com que frequência será usado e de que forma vai impactar seu dia a dia. Se ficar na dúvida, é melhor não insistir na compra, porque nem você tem certeza da utilidade.

  1. Olhe o extrato

Mesmo se quiser muito adquirir algo, verifique a quantas anda sua vida financeira. E jamais esqueça que, se quiser comprar tudo o que aparecer pela frente, o dinheiro vai escoar água abaixo, principalmente com aquisições desnecessárias. Fuja do impulso e das dívidas que vêm com as contas em excesso. Assim, gastos supérfluos não vão comprometer o orçamento para itens realmente importantes, como os de alimentação e saúde.

  1. Evite newsletters

Comprar com um único clique é muito fácil e tentador. Por isso, cuidado com newsletters divulgando ofertas e com as propagandas que pipocam na internet, já que a tendência é gastar por impulso. A dica aqui é agir preventivamente: cancele o cadastro em sites de compras e só entre nesses endereços para comparar preços e adquirir algo que realmente precisa.

  1. Concentre despesas

Uma maneira bem prática de controlar os gastos – e passar a consumir menos – é concentrar todas as despesas em um só cartão de crédito. E vale qualquer tipo e valor de consumo. Isso permite ter uma visão exata de quanto está gastando todo mês e, mais do que isso, repensar em que está desembolsando. No fim do mês, é mais fácil identificar "grupos" de gastos (alimentação, vestuário, lazer etc) e reduzir o consumo.


Leia também: Saiba quando você tem direito à isenção de Imposto de Renda


  1. Atente aos sentimentos

Suas emoções refletem em seu consumo. Dependendo do que está sentindo, faz compras desnecessárias, apenas para ficar, momentaneamente, mais feliz. Assim, avalie como estão você e seu dia e se aquela é uma boa hora para adquirir algum produto. Se a tarefa for difícil demais, um psicólogo pode ajudar.

  1. Reavalie hábitos

Consumir menos significa fazer uma revisão de costumes. Se você toma banhos de 15 minutos, limite o chuveiro a 10 minutos, por exemplo. Repita, repita e repita, até virar rotina. Em pouco tempo, só vai sentir diferença nas contas de água e de energia, que passarão a ser mais baratas.

  1. Mude padrões

Além de reduzir a quantidade de itens que compra, é possível mudar os itens que leva para casa. Considere adquirir objetos de segunda mão, que estão longe de significar produtos danificados ou de má qualidade. Aliás, pode embarcar na leva de desapego e fazer circular o que está parado no seu armário. Dica: grupos do Facebook, principalmente os de nicho (só de livros, de eletrônicos) ou da região em que você mora, são ótimos para esse tipo de negócio.

  1. Evite parcelamentos

Pagamentos "picados" por meio do parcelamento criam uma ilusão de poder de compra, além de esconderem taxas embutidas. O dinheiro que sobra na conta bancária vira uma armadilha para compras extras e desnecessárias.

Clique aqui e conheça os cursos gratuitos de requalificação profissional, oferecidos pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon a quem tem mais de 50 anos de idade.

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu email. Inscreva-se: