Atenção. Esta matéria é para homens que não querem ser confundidos com personagens de um filme de época. Ou serem chamados de démodé pelos amigos. Opa, acabamos de usar uma palavra meio fora de moda. Isso pode denunciar a idade de quem a empregou.

Mas não são só os termos adotados no discurso que entregam o número de primaveras já completadas. O visual ao se vestir ou arrumar o cabelo também são indicativos de que você corre o risco de ter parado no tempo sem perceber. Que tal, então, dar um up no visual, lançando mão, agora, de uma expressão bem atual?

Mas, antes de começarmos o desfile de dicas para dar aquela atualizada na aparência, a visagista e consultora de imagem Cristina Figueiredo deixa um alerta. “Não existe um padrão, é difícil generalizar o que é mais recomendado”, afirma. “Cada caso é um caso, cada pessoa tem um estilo e um comportamento que devem ser respeitados.”

Isso posto, há de se dizer que, seja qual for a situação, existem de fato algumas escolhas que são praticamente proibidas. Comecemos, então, por cima – ou pelos cabelos, que, quando começam a despencar, despertam no homem aquele desejo irrefreável de camuflar a queda. Mas, nesse caso, pode valer aquela máxima de que, quanto mais se disfarça, pior fica.


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Assim, puxar os fios de um lado para o outro da cachola para cobrir um trecho desértico só serve para chamar ainda mais a atenção para o problema. “O recomendado mesmo, nesses casos, é consultar um tricologista ou terapeuta capilar para tratar essa questão”, diz Cristina. “Ou usar uma prótese, a qual é aplicada no couro cabeludo.”

Outra saída, segundo a consultora, é radicalizar na “poda”, optando por um corte que seja “o mais rente possível”. Afinal, se é “dos carecas que elas gostam mais”, como diz a velha marchinha de Carnaval – xô, velharia, aliás –, é melhor sê-lo com estilo e “limpar a área” por completo, deixando-a mais uniforme.

Se olharmos por um viés mais cromático, muitos homens não curtem muito os 50 tons de cinza, ou melhor, os tons de cinza dos 50. Pois o charme pode estar justamente na cabeleira acinzentada – ou branca.

“O cabelo grisalho indica um caráter de maturidade que é bem-vindo”, analisa Cristina. Se a escolha for mesmo pela pintura, a dica é usar os tons mais próximos do natural. “Os castanhos, por exemplo”, diz a visagista. Esqueça, dessa forma, o vermelho acaju: não há nada mais artificial que ele para a ocasião. E não deixe, em hipótese alguma, de colorir regularmente as raízes, caso se decida pela pintura.

Acessórios que dão um up no visual: use com moderação

Saindo da seara capilar, está na hora de dar uma geral nas peças de vestuário. Existem alguns “looks” que, a priori, não caem bem. Mesmo que não caiam de jeito nenhum. Explicando: estamos nos referindo àquelas calças que praticamente ultrapassam a barreira do umbigo, erguidas por suspensórios espetaculosos. Corta essa, meu chapa! Sua cintura alta está em baixa desde outros Carnavais.

Mas não os suspensórios, no caso. Eles podem compor, segundo a consultora, um figurino bem mais modernoso. E, aí, o segredo está mesmo é na composição. Com jeans, tênis ou sapatênis e uma cintura mais baixa para a calça, esses acessórios se garantem e dão a seus usuários um up no visual. Porém, use com moderação, uma vez que tal combinação tem sido adotada em geral pelos mais jovens, na faixa dos 20 aos 30.

E aquele lencinho de pano, hein? Nada de errado em continuar com ele por aí, desde que não o utilize como “válvula de escape” para as substâncias virulentas oriundas de seu resfriado.

Uma peça que andava no ostracismo e que volta a ganhar seus minutos – ou horas – de fama é a pochete. No entanto, há ressalvas. “Ela foi revitalizada como item retrô com uma pegada mais moderna e ganhou até componentes como brilho e glitter”, afirma Cristina. “Mas não vejo como muito indicada para os 50+.”

Depois de ler essas dicas, você tem tudo para arrasar, no bom sentido, com seu novo estilo visual. Contudo, não se esqueça daquele conselho básico da consultora: esteja atento à própria personalidade na hora de compor o visual. E, se a opinião dos outros é o que menos importa, dá até pra bancar um vermelho acaju sem abaixar a cabeça. Vai que essa moda pega.

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