Uma hora, o medo chega. Um alarme dispara na mente: sinal de temor, frente a um cenário apavorante. E também no corpo: aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea, além de sudorese. Mas, em vez de se deixar paralisar, é possível usar essa emoção como aliada.

Tê-la como companheira, não é, em si, algo ruim. “É natural que as pessoas sintam medo”, afirma o psicólogo, especialista em medicina comportamental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e hipnoterapeuta Valdecy Carneiro.

Tem relação com o instinto de sobrevivência e de autodefesa mais primitivo. “Este sentimento estaria associado ao nosso cérebro reptiliano, aquele herdado dos nossos ancestrais, os homens das cavernas”, explica Elaine Ourives, treinadora de reprogramação mental e psicoterapeuta quântica, criadora da Técnica Hertz (reprogramação de frequência vibracional), acrescentando que essa emoção surge como um mecanismo de alerta e de proteção contra eventuais inimigos ou perigos iminentes.

O problema é quando ela sai de controle. “Ao sentir medo, repelimos qualquer sentimento bom ou atitude positiva da vida”, ressalta a psicoterapeuta. Refém dele, uma pessoa pode anular o progresso de todas as áreas – pessoal, profissional, familiar ou afetiva.

“O pior medo é o medo do medo, em que a pessoa começa a se afastar da vida e das pessoas”, pondera o máster coach trainer e psicólogo João Alexandre Borba. “Toda vez que a gente busca ser maior do que quem a gente é, ele aparece.”


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Mas, quando se toma consciência de que ele deve ser superado, tem início um movimento de autoconhecimento, investigação interna e valorização dos atributos pessoais. “Saímos da inércia da vida e acionamos a coragem”, diz Elaine.

Pode parecer difícil, mas é possível em qualquer idade. “Nosso cérebro aprende muito rápido”, destaca Valdecy.

Confira, a seguir, como transformar essa emoção em benefício.


O medo como aliado

Reconheça

“Muitas vezes, o maior desafio de uma pessoa é olhar verdadeiramente para dentro de si e encarar seus próprios medos ou apenas reconhecê-los”, assinala Elaine. A grande questão, segundo ela, é buscar compreender o que está escondido por trás da cortina dessa emoção.

Medite

A meditação pode ser uma forma de ajudar na compreensão dos sentimentos e emoções. “Uma prática diária de 10 minutos pode, simplesmente, revolucionar a sua vida emocional e psicológica”, indica Elaine.

Investigue-se

“É preciso ingressar em um movimento interno de autoconhecimento e descobertas existenciais”, reforça Elaine. Isso vai exigir atributos como força de vontade, dedicação, disciplina, coragem e, especialmente, amor próprio. “Nesse processo de superação, é possível abandonar qualquer forma de insegurança, passar a confiar mais em si e em suas habilidades.”

Converse

Tome nota desses medos e o que eles geram de pensamentos, ensina a psicóloga transpessoal e coach Wanessa Moreira. “Converse com pessoas que tenham medos parecidos e pergunte a elas como elas lidam com eles”, diz ela.

Redimensione

Para que não se torne um bloqueio, olhe para essa emoção e dê o tamanho que ela tem. “Quando você consegue diminuir o medo, você começa a ver saída para esses medos, e agir mesmo com a presença dele”, destaca Wanessa.

Mude 

Utilize a emoção como um grande sinalizador de mudança. Ela leva a aprender a como viver esse momento assustador, a descobrir ferramentas internas e a superar etapas que não pareciam possíveis. “Ao lidar com ele crescemos, nos tornamos pessoas melhores, passamos a nos sentir mais confiantes e capazes”, afirma Wanessa.

Benefícios

“Ao enfrentar o medo, saímos do ciclo de incertezas na vida sobre o futuro ou traumas do passado. Aprendemos a respeitar o tempo natural das coisas, sem medo, ansiedade ou qualquer forma de desespero humano”, finaliza Elaine.


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