Começo hoje a escrever aqui no Instituto da Longevidade e me apresento rapidamente.

Tenho 55 anos, 3 filhos adultos, um neto e moro no interior de SP com meus pais idosos, 2 gatas e uma cachorra. Trabalhei cuidando da casa e dos filhos a maior parte da vida de casada.

Quando criança, eu queria ser dona de casa. Achava incrível minha mãe e as vizinhas varrendo as calçadas logo cedo, o cheiro de café, os vasos de planta. Continuei querendo isso quando cresci e até hoje gosto dos afazeres domésticos. Então sim, eu sou uma dona de casa.

Nunca me interessei por tecnologia, não via utilidade pra minha vida. Celular era um telefone móvel apenas pra ser encontrada ou encontrar alguém. Computador só pra digitar algum documento. Tenho Facebook há 6 anos porque fui trabalhar em uma agência de publicidade e fizeram para mim.

Sempre fui observadora, adoro até hoje andar de carro em SP e imaginar o que acontece dentro de cada janela dos inúmeros prédios ou sentar em um banco no shopping e ficar olhando as pessoas e imaginando quem são. Acredito que as pessoas têm energia e que ela é percebida pelos que estão em volta de alguma forma.

Tudo mudou quando me separei. Os filhos ainda moravam comigo, tinha a casa para manter, decisões para tomar e um medo tão grande de não conseguir que me fazia ter crises horríveis de ansiedade e pesadelos. Mas arrumei um trabalho pra fazer atendimento a clientes em uma empresa de comunicação visual, dessas que fazem placas e fachadas para lojas, e ficava observando como muitos abriam e fechavam negócios sem nenhum planejamento. Descobri que queria mais pra minha vida e vi na demissão o pontapé pra ter coragem.

Mas estudar o quê? Quando jovem, meu sonho era estudar Publicidade e Propaganda na ESPM, então comecei por ela. Percebi que o Marketing Digital estava ganhando cada vez mais espaço e foi por Inbound Marketing que comecei e nunca mais parei de estudar e de aprender, coisas que considero diferentes. Nem sempre seu estudo te leva a um aprendizado. Você pode estar cheia ou cheio de conteúdos incríveis, mas é como se fosse um livro fechado. Para que se transforme em aprendizado pra você e para outros, é preciso se relacionar, tentar, errar, avaliar, tentar de novo, acertar mais ou menos, se sentir um fracasso, recomeçar e seguir em frente.

Hoje o que mais acho importante deixar por aqui é que vou contar sobre minhas vivências. Não sou especialista em nada em particular, mas tenho vivido minha vida não permitindo que seja apenas um empilhar de anos iguais que não deixam ninguém mais experiente. Então a idade não me afeta em nada. Menopausa? Ok, já menstruei por décadas, faz parte. Insônia? Às vezes. E ganho de peso? Muito. Mas eu posso viver muitas vidas enquanto estou por aqui e a que estou vivendo atualmente é a de compartilhar com outros 50+ que reclamar não muda nada, mas mudar a nós mesmos em primeiro lugar, sim, muda tudo.

Temos que entender o mundo em que estamos e perder o medo de errar. Sei que na nossa juventude o coitado que abria um negócio e não dava certo era visto como fracassado, infeliz. E esse inconsciente está grudado em nós e nos paralisa. Mas você tem que escolher de que lado da história da evolução quer estar: os extintos ou os que mudaram e sobreviveram?

Termino com a história de um vídeo que assisti sobre leões em uma região da África, em que para encontrar caça eles precisam atravessar um rio todos os dias. Mas leões não são nadadores, como a maioria dos felinos também não. No entanto, esse grupo aprendeu a nadar porque entendeu que era aprender ou morrer.

É o que descubro todo dia e estou compartilhando com vocês: pegue a raiz de tudo que aprendeu ao longo da sua vida - ela vai te manter firme - e se transforme em outra pessoa quantas vezes for necessário.

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