Comportamento

Como você e a geração 60+ são vítimas de estereótipos

Imagine as seguintes cenas: uma bengala de madeira apoia um homem, enquanto ele caminha a passos curtos em direção ao bingo na praça – seu programa dominical preferido. Já, para a mulher, o balanço da cadeira é a única forma de mantê-la alerta à medida que tricota outro casaco para um de seus netos. Essas imagens são reais apenas na imaginação de quem não desconstruiu estereótipos das pessoas com mais de 60 anos de idade. Mas o fato é que elas ainda são presentes e estimuladas por conceitos ultrapassados.

Longevidade e ação marcam essa geração, que burla a figura estereotipada de “velho” carregado pelos pais e avós no século passado, de acordo com Ellen Woortmann, ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Antropologia e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Terceira Idade da Universidade de Brasília (NEPTI/UnB). Se antes as mulheres envelheciam dentro de casa, hoje elas saem para trabalhar, exemplifica.

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Redação