A TV holandesa exibiu a primeira edição mundial do Big Brother em 1999. O idealizador do formato de confinamento de pessoas, o holandês John De Mol, não poderia prever a continuação do sucesso da fórmula pelo mundo duas décadas após sua estreia. Nesse período, cerca de 60 países produziram o reality show, incluindo o Brasil, que estreou neste mês a 19ª temporada.

As terras brazucas são, por sinal, um dos territórios em que a atração mais acumula fãs. "O ser humano, entre eles os brasileiros, busca distrações, principalmente aquelas com as quais se identificam ou que trazem intrigas e conflitos”, explica a psicóloga e especialista em terapia cognitivo comportamental Ellen Moraes Senra.

Segundo a profissional, as situações geradas no programa fazem o indivíduo se entreter. E, dessa forma, esquecer os próprios problemas.

Big Brother

Sabrina Sato participou da 3° edição do Big Brother Brasil. Crédito: Flickr

Fora das telas, a história da jornalista Carolina Rossini é exemplo. Há 12 anos, o pai dela faleceu. A data coincidiu com a estreia do Big Brother Brasil 7.

“O reality é única coisa da qual tenho lembrança naquele ano todo”

“Enquanto a minha mãe resolvia os trâmites do velório, fiquei anestesiada com o que tinha acontecido. Começou a passar o BBB e me distraí. O reality é única coisa da qual tenho lembrança naquele ano todo, pois serviu como válvula de escape”, explica Carolina.

A jornalista confessa que já era fã da atração antes disso. Tanto que uma briga ocorrida na quarta temporada nunca deixou sua memória.


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A confusão foi protagonizada por Marcela Queiroz, a mama, e Solange Costa. A primeira acusou a outra de ter feito sexo sem camisinha na casa. A partir daí, xingamentos impublicáveis dominaram o bate-boca.

“Eu nunca tinha visto pessoas realmente brigando, uma baixaria real. Senti vergonha pelo baixo nível”, lembra.

Casos que fizeram a história do Big Brother

Para a produtora de eventos Thatiana Sinetti, uma das cenas mais engraçadas do programa também envolve a ex-sister Solange Costa. “Em uma prova do líder, as pessoas ficavam presas em espécies de gaiolas, e ela falava sem parar e tudo errado.”

Mas o “pior” ainda estaria por vir. “Não sei se por distração ou para irritar os outros, ela resolveu cantar a música We Are the World com uma pronuncia equivocada. E começou uma pérola que todo mundo, brincando, canta errado até hoje”, lembra.

No Big Brother, meninos também choram

Outro momento hilário diz respeito ao primeiro vencedor do BBB, Kléber Bambam. Solitário, ele montou uma boneca de lata – e a batizou de Maria Eugênia. A produção, porém, confiscou o brinquedo. Aos prantos, o fortão foi ao confessionário e pediu a sua obra-prima de volta.

“Um clássico aconteceu na temporada 11 quando o Mau Mau [Luiz Maurício] retornou para a casa após ser eliminado. Por uma dinâmica, ele teve outra oportunidade e voltou se achando 'o gostoso'”, conta Carolina.

Só havia um porém: a mulher com a qual ele estava envolvido havia começado a se relacionar com outro jogador. “O Mau Mau quebrou a cara!”, entusiasma-se Carolina.

Fatores de atração no Big Brother

Para a psicóloga, um reality pode espelhar o que a sociedade vive de maneira privada ou ainda retratar o que o indivíduo gosta de ver. "O programa é produzido para atrair a atenção do público. Logo, quanto mais polêmica, maior a audiência”, reflete Ellen.

E polêmica não falta por lá. Na edição de 2012, Daniel Echaniz foi acusado pelos telespectadores de ter abusado sexualmente de Monique Amin. Na época, ouvidos pela polícia, os dois negaram qualquer tipo de relação não consentida. Mesmo assim, ele foi expulso, segundo a Globo, por comportamento inadequado.


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Houve ainda uma vez em que os protagonistas na disputa pelo R$ 1,5 milhão estamparam as páginas policiais. A cena foi ao ar na reta final do BBB 17.

“Quando o Marcos Hater foi para cima da Emily com o dedo na cara dela, gritando para ela ficar quieta… Só de lembrar, fico arrepiada”, recorda Thatiana.

O médico e a jovem haviam vivido um romance de brigas e juras de amor durante toda a temporada. Poucos antes da final, a cena descrita acima chocou o telespectador, que exigiu um posicionamento da emissora.

Após ação da polícia e conversa com os confinados, o apresentador Tiago Leifert comunicou a expulsão de Marcos. A alegação da emissora foi a de que havia indícios de agressão física.

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