Esta semana, o Brasil teve notícia de mais uma infeliz ocorrência contra uma pessoa idosa. O direito ao respeito e à integridade, previsto no Estatuto do Idoso, foi violado. O caso veio da atitude do padre e apresentador de TV Alessandro Campos, durante exibição de seu programa na Rede Vida. 

Campos se dirigiu à sua plateia, composta quase que inteiramente por pessoas acima dos 60 anos, de forma debochada e humilhante repetidas vezes e, a uma senhora em particular, disse que não esperava mais vê-la no ano que vem, dando a entender que estaria morta.

A atitude nos deixa tristes, pois o padre claramente constrangeu sua vítima, e chama a atenção por ter feito diante das câmeras - portanto, também de milhares de pessoas. Mesmo assim, ainda existem muitos que relevam este comportamento de assédio moral sem entender sua gravidade a curto, médio e longo prazos. 

Por isso mesmo, um dos maiores desafios para o combate à violência contra a pessoa idosa é que, muitas vezes, as ocorrências são silenciosas. Isso quer dizer que não sabemos de todos os episódios de violência que de fato acontecem. Em outras palavras, a realidade pode ser ainda mais cruel do que os números oficiais.

O Disque 100, canal do governo federal para receber e apurar denúncias de violações de direitos humanos, registra informações desde 2011. Segundo essa fonte, a violência psicológica é a segunda forma mais frequente de violação dos direitos dos idosos. 

Os números de 2015 a 2017 são: 16350; 17186; 18709. Em 2018, os dados ainda não foram publicados, mas certamente sabemos: um dos casos certamente será o cometido pelo “Padre Sertanejo” contra a(s) senhora(s) sentada(s) em sua plateia, no programa da Rede Vida.

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