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‘Rita Cadillac só existe porque existiu o Chacrinha’, diz a dançarina

Aos 63 anos, a eterna chacrete afirma que ninguém manda em sua vida e que saúde mental é o que importa para se manter bem

Rita Cadillac
A dançarina Rita Cadillac durante gravação de clipe com o cantor JF; crédito: Ygor Marques/Divulgação

Nascida Rita de Cássia Coutinho, ela virou Cadillac, Rita Cadillac, aos 19 anos. Hoje, aos 63, a dançarina que ficou conhecida na época em que aparecia todos os sábados à tarde como bailarina do programa do Chacrinha e que é dona do título de “Rainha dos Detentos” diz que nunca se sentiu tão poderosa e sexy. “Agora me olho no espelho e me sinto bonitinha e gostosinha! Antes, não ligava para essas coisas.” 

Estrela do clipe do músico JF, com a música “Ela É Coroa”, que reúne a batida do funk com a energia eletrizante do reggaeton, Rita conta que não imaginava que sua carreira artística fosse tão longeva: já são 44 anos. Tanto que tem sido citada como possível participante do reality show “A Fazenda”, mas ela nega que tenha sido convidada. “Isso é só especulação. Mas, se o telefone tocar, eu topo!”, conta, rindo. 

Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. 

Como você virou Rita Cadillac? 

Um amigo dizia que eu parecia a stripper francesa Rita Cadillac, da década de 50. Eu não me achava parecida, não! Mas acabou pegando. Quando entrei no programa do Chacrinha, não usava o apelido, mas contaram para ele e ficou…  

Como foi esta época de chacrete? 

Tenho ótimas lembranças, foi uma época muito boa para mim, quando me lancei na carreira artística e passei a ser conhecida pelo meu trabalho. A Rita Cadillac só existe porque existiu o Chacrinha, que sempre cuidou de todas nós. Ainda tenho até hoje algumas amizades daquele período. 

Foi difícil começar a carreira de dançarina? 

Eu comecei aos 19 anos em um grupo de dança que foi para fora do país. A Rogéria era a estrela do grupo, viajamos por dois anos e pouco. Quando voltei ao Brasil, fui para o show do Paulo Silvino. Mas não foi tão fácil como parece, passei por testes e fui escolhida… Aí o pessoal do [programa do] Chacrinha me viu e me convidou para participar.  

“Sou bem mais sexy agora” 

O clipe em que aparece mais recentemente, gravado com o JF, fala sobre a mulher madura. Como é ser considerada sex symbol aos 63 anos? 

Eu nunca me liguei muito nessa história de ser sexy. Sempre fui o que eu sou. Agora é que estou focando nisso: estou me cuidando mais, até a cabeça mudou. Sou bem mais sexy agora. Eu me olho no espelho e me sinto bonitinha e gostosinha! Antes, eu não ligava para essas coisas. 

Como foi fazer este clipe com um cantor que tem um público bem mais jovem? 

Foi muito divertido e legal. Mostra que a mulher coroa pode ser sexy e não fica por baixo da novinha, não. Encaro a minha idade desde sempre, nunca escondi nem nunca menti. Às vezes eu até aumentava a idade! Nunca tive esse problema com idade, nunca me afetou e agora é que não afeta mesmo! 

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Como a sua família reagiu ao saber que você queria seguir carreira como dançarina? 

Ah, para mim foi muito fácil! Como sempre gostei de dançar, e na época eu tinha acabado de me separar, foi ótimo. Eu não tinha de dar satisfação para ninguém, além do mais, eu sempre fui muito independente, sempre fiz aquilo que eu achava que tinha de fazer. 

“Você tem de ser a dona da sua vida” 

Falando em independência, hoje a questão da mulher empoderada está muito mais presente. Como você avalia este assunto?  

A mulher independente é a que trabalha, ganha seu dinheiro e comanda sua própria vida. Porque você pode ser casada, mas pode direcionar a sua vida. Não é porque você está casada ou tem namorado que tem de dar satisfação de tudo o que faz. Você tem de ser a dona da sua vida. Este é o “tchan” da mulher empoderada: “Eu vou à luta, eu trabalho, ganho meu dinheiro, vou fazer e acontecer”. Como sempre fui muito sozinha e tive de batalhar por mim mesma, sempre fui mais assim. Não adianta pensar que porque está me namorando vai mandar na minha vidinha ou vai interromper o que eu quero ou vai botar barreiras. Isso não existe para mim.  

Você está casada? 

Eu, não. Casada não estou, não, graças a Deus, amém! (risos) Eu tenho um namorado. Ele mora em Nova York, eu moro aqui, então está tudo lindo. Bem longe, que aí não tenho que dar satisfação!  

“Sou coroa, mas sou assumida e estou bem!” 

Como você cuida da sua imagem? 

Agora estou me cuidando mais, fiz lifting, emagreci 15 kg. Antes eu já me sentia, mas agora estou me sentindo mais ainda! Mesmo gordinha, eu tinha uma boa autoestima, mas agora melhorou, até meu humor está melhor. Eu tiro sarro de tudo, brinco com tudo. Sou coroa, mas sou assumida e estou bem! 

Sua música mais conhecida, “É Bom para o Moral”, faz sucesso até hoje e foi tema de novela da Globo no ano passado. Você imaginava que teria uma carreira longa? 

Não imaginava que seria tão longa. Comecei a trabalhar profissionalmente mesmo em 1974, no Chacrinha. De 1974 para cá, conto minha carreira. São mais de 40 anos em que estou aí, entre altos e baixos, é claro, mas estou aí! A gente fica guerreira, faz acontecer. Fora que sempre tem um anjo da guarda que te tira dos sufocos. 

Quem você considera seus anjos da guarda? 

Olha, tive vários desde sempre… Os principais foram Chacrinha e Bolinha, mas tenho outros que também levantaram meu moral. 

Quais serão seus próximos passos? 

Nós vamos fazer o meu clipe, de “É Bom para o Moral”, que eu nunca fiz. Vamos trabalhar, mostrar que estamos aqui, que estamos podendo!

Tem algum recado para os leitores do portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon? 

Todas as mulheres de 20, 30, 40, 50, 60… têm de pensar que tem mulher de 70 e poucos anos que está aí dando banho em muita gente. Então, elas precisam é se olhar no espelho e pensar que chegaram até aqui bem! Cuide-se, da saúde mental, principalmente, e da física. Se a mental estiver boa, você consegue manter a saúde física também. 

Assista abaixo Rita Cadillac cantando no programa Cassino do Chacrinha.

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