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Revendedores e consultores lucram em meio à crise; Veja como começar

O modelo de vendas por catálogo está mais diversificado; conheça empresas do ramo

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Dusan Jankovic/Shutterstock

Produtos para animais, eletrodomésticos, vestuário, itens de limpeza. O sistema de vendas diretas – ou porta a porta, por meio de catálogo – tem, cada vez mais, se diversificado. Se antes era dominado por empresas do setor de beleza, agora reúne uma gama de companhias que incluem desde chocolates até colchões.

“A entrada de novas empresas para o canal reforça a relevância do setor e mostra respaldo e confiança neste modelo de negócio”, sinaliza a diretora-executiva da ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), Roberta Kuruzu. No ano passado, segundo dados da entidade, o segmento movimentou R$ 45,7 bilhões.

Para os 4,3 milhões de profissionais que atuam nesse mercado no Brasil, o sistema é uma forma de complementar a renda ou fazer da atividade a fonte principal de recursos. Especialmente para quem tem mais de 50 anos de idade, considera Marcel Szajubok, diretor-geral da Jeunesse, empresa do setor de beleza.

“Muitas pessoas com mais de 50 anos de idade estão em vias de se aposentar ou buscando novos desafios para esse ciclo da vida. A venda direta é uma oportunidade que oferece a essas pessoas a possibilidade de serem donas do seu próprio negócio, com seus horários, e renda extra ou até mesmo renda principal”, avalia o executivo.

Baseado no contato pessoal, entre vendedores e compradores, fora de um estabelecimento comercial fixo, o modelo porta a porta oferece aos consumidores atendimento personalizado – algo que o comércio online não propicia. Também envolve a comodidade de comprar em casa ou no trabalho, por exemplo, o que o difere das lojas físicas.

Há duas formas de vendas diretas: o mononível e o multinível. No primeiro, o consultor ou revendedor compra da empresa e vende a um consumidor. No segundo, também conhecido como marketing de rede, o revendedor pode indicar pessoas para trabalhar em vendas diretas – e fica com um percentual das vendas realizadas por elas.

Conheça, a seguir, as principais dúvidas sobre o sistema e como se tornar consultor de empresas que atuam com o sistema porta a porta.

Tem carteira assinada?

A maior parte dos vendedores porta a porta não tem vínculo empregatício. Mas é possível aderir ao MEI (Microempreendedor Individual), que garante benefícios como auxílio-doença e aposentadoria.

É preciso fazer algum investimento para começar?

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Há empresas que cobram a compra de um kit, com amostras de produtos que serão oferecidos aos clientes.

O consultor pode revender várias marcas?

Sim. É comum que o profissional venda produtos de diversas empresas para incrementar os ganhos.

As empresas oferecem treinamento?

Algumas, sim, tanto na área de produtos – para que o revendedor conheça melhor os itens que vai oferecer aos clientes – quanto na de vendas.

É possível viver apenas com o trabalho em venda direta?

Depende do nível de dedicação, do perfil empreendedor, da carteira de clientes, do investimento no pós-vendas. Há quem se dedique somente ao sistema porta a porta para garantir a renda mensal.

Confira 5 empresas com sistema porta a porta.

Contém 1g (http://www.contem1g.com.br)

A pessoa deve ter o CPF ativo e disponibilidade para se dedicar ao negócio. Exige investimento de R$ 110 para a compra do primeiro kit e de R$ 240 para o modelo multinível. Para começar, é preciso entrar no site, clicar em “Seja um consultor” e fazer o cadastro.

Jeunesse (http://jeunesseglobalbrasil.com.br/)

É necessário procurar um distribuidor independente da marca para se inscrever. Caso não conheça, o candidato pode visitar o site jeunesseglobalbrasil.com.br e deixar as informações para que um distribuidor entre em contato.

Mary Kay (https://www.marykay.com.br/)

É necessário entrar em contato com outra consultora (se não conhecer, basta fazer busca pelo site), efetuar cadastro e adquirir um Kit de Beleza, que custa R$ 169, com produtos e materiais de apoio. A empresa não trabalha no sistema multinível. Há informações sobre a carreira e histórias de consultoras no site http://www.escolhimarykay.com.br.

Natura (https://queroserconsultora.natura.com.br/queroserconsultora)

Segundo a empresa, basta ter CPF e carteira de identidade. No pedido, é preciso anexar cópia do comprovante de residência, do CPF e de um documento adicional. O profissional tem ainda de realizar o treinamento gratuito “Primeiros Passos” após o primeiro pedido e aceitar os termos de compromisso e de segurança da informação.

 

Tupperware (https://www.tupperware.com.br/querorevender/como-se-tornar-consultor)

Basta entrar no site da marca e cadastrar nome, telefone de contato e local de residência. Uma das consultoras da marca entrará em contato explicando os próximos passos. A empresa recomenda que o consultor adquira o Kit Inicial (R$ 144), com produtos, mas não é obrigatório.

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