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“Me tornei sexygenário”, diz ex-Bozo

Aos 62 anos, o palhaço que encantava as manhãs das crianças é hoje pastor e diz que teria sofrido menos se tivesse abraçado antes a religião

'Me tornei sexygenário', diz ex-Bozo
O pastor Arlindo Barreto, que hoje mora nos Estados Unidos. Crédito: Arquivo Pessoal

A fama que rodeia Arlindo Barreto, 62 anos, não é apenas a de sempre rir. Com histórias que remetem ao uso abusivo de cocaína, o ex-Bozo virou pastor. Diz que, se tivesse abraçado antes a religião, “não teria sofrido tanto”. E se prepara para ver sua vida exposta de duas maneiras: em forma de filme, que será lançado em 2017 e terá no elenco os atores Vladimir Brichta e Leandra Leal, e em livro, que deve estar nas livrarias ainda neste ano. Morando nos Estados Unidos, ele diz que a idade trouxe sabedoria e afirma que se tornou um “sexygenário”.

Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista.

Como foi ter sido o palhaço mais famoso do Brasil?

Muito gratificante.

Se pudesse voltar no tempo e dar um conselho para si mesmo, para quando voltaria e o que diria?

Voltaria na época que eu era menino e passava todos os dias, quando ia e voltava da escola, diante daquela igrejinha protestante. Meu conselho seria: entra nesta igreja e entenda o que aquelas pessoas – que eu considerava malucas – estão querendo transmitir. Tenho certeza que eu não teria sofrido tanto.

“Estude artes cênicas com afinco; quando você perceber que a sua garganta estiver pronta para engolir um sapo, vai fundo!”

Cite algo que tenha feito do qual se arrependa.

Não ter conhecido a palavra de Deus quando ainda era menino.

Que conselho o sr. daria para quem está começando na TV?

Estude artes cênicas com afinco. Quando você perceber que a sua garganta estiver pronta para engolir um sapo, vai fundo!

O que pode adiantar sobre o filme sobre sua vida, que será lançado neste ano?

O longa é estrelado por Vladimir Brichta e Leandra Leal e traz um retrato da efervescente televisão nacional nos anos 1980, cheio de cores vibrantes e músicas ícones da época. Inspirado na minha vida, o filme levará aos cinemas o drama de Augusto, que, com seus trinta e poucos anos, tenta se consolidar na carreira de ator enquanto cria o filho de 8 anos.

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De repente, sua vida muda. Ele assina um contrato para dar vida a um famoso palhaço de programa infantil, o que lhe confere um salário astronômico e exige sigilo absoluto sobre sua verdadeira identidade. O programa se torna um sucesso de audiência, e Arlindo, que no filme é Augusto, se torna o rei das manhãs.

Atualizado [17.09.2017]: o filme “Bingo: O Rei das Manhãs” foi lançado em 2017 e escolhido como representante brasileiro na disputa pelo Oscar de melhor produção estrangeira para 2018. Confira o trailer abaixo:

 

[Ter 62 anos] É como vinho envelhecido; fica muito melhor

Qual foi sua maior surpresa ao passar dos 60 anos?

A conclusão de que me tornei um “sexygenário”.

Como ter 62 anos afeta seu trabalho?

É como vinho envelhecido: Fica muito melhor!

Qual é a maior vantagem da senioridade?

Sabedoria e experiência.

Como se imagina em 10 anos? E em 20 anos?

Daqui a 10 anos? Caramba! Ainda estou vivo! Daqui a vinte anos: Puxa vida! Estou no céu com Jesus!

Hoje as pessoas riem mais ou menos?

Menos.

Antes, muitas vezes, eu recebia um texto medíocre e me esforçava ao máximo, dispendendo uma enorme quantidade de energia para dar vida, sentido e significado a ele

Profissionalmente, qual era a melhor parte antes e qual é a melhor parte agora?

Antes, era um ator secular que utilizava todas as técnicas para convencer a plateia da mentira do texto que eu transmitia. O resultado encantava os que me assistiam.

Agora, extremamente prazeroso, leve e suave é transmitir a palavra de Deus de forma artística e contextualizada com arte. Vendo com muita alegria o milagre do entendimento e a compreensão das escrituras sagradas.

E a pior parte?

Antes, muitas vezes, eu recebia um texto medíocre e me esforçava ao máximo, dispendendo uma enorme quantidade de energia para dar vida, sentido e significado a ele.

Atualmente, eu tenho sempre a maravilhosa, poética e verdadeira mensagem das Escrituras Sagradas. Infelizmente, banalizaram o Evangelho e Jesus Cristo de tal forma que o público assiste e gosta, mas não se permite ter um encontro pessoal com o nosso Salvador, Jesus Cristo. Encaram apenas como uma bela obra de arte, mas se impedem de crer devido aos seus preconceitos religiosos.

 

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