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Exposição seleciona 20 guias maiores de 70 anos de idade

Em “Diálogo com o Tempo”, que estreia em setembro, em São Paulo, eles conduzirão os visitantes por experiências que simulam o envelhecimento

Exposição seleciona 20 guias maiores de 70 anos de idade
Na sala de diálogo, os guias compartilham suas experiências e convidam os visitantes a projetar sua própria velhice; Divulgação/Hannes Saxer Museum

Você tem 70 anos ou mais, é sociável, gosta de contar e ouvir histórias e trabalhar em equipe? Então essa oportunidade é para você. A exposição “Diálogo com o Tempo”, que estreia no dia 31 de agosto na Unibes Cultural (ao lado do metrô Sumaré, na zona oeste de São Paulo), está selecionando, até o dia 22 de maio, 20 guias seniores para trabalharem por quatro horas, três vezes por semana, incluindo alguns finais de semana e feriados. A remuneração oferecida é de R$ 1.200 mensais, e o contrato tem duração de cinco meses.

Um dos desafios: Será que somos mais espertos com a idade? Divulgação/Hannes Saxer Museum
Um dos desafios: Será que somos mais espertos com a idade? Divulgação/Hannes Saxer Museum

Assim como foi “Diálogo no Escuro”, que fez o público aguçar seus sentidos, como audição, olfato e tato, “Diálogo com o Tempo” também é uma experiência interativa para repensar padrões sobre pessoas idosas. “Envelhecer não significa necessariamente declínio, isolamento e perda”, ressalta a produtora Andréa Calina. E quem mostra isso aos visitantes são os próprios idosos, que trabalham como facilitadores e comunicam esses aspectos.

Outro desafio: Quais comprimidos tomar no dia? Divulgação/Hannes Saxer Museum
Outro desafio: Quais comprimidos tomar no dia? Divulgação/Hannes Saxer Museum

De forma criativa, divertida e educativa e compartilhando suas capacidades, os guias seniores acompanharão grupos de 15 pessoas por seis estações, motivando-os e ajudando-os com várias experiências e tarefas ao longo do caminho, desde um vídeo que simula o envelhecimento de um rosto até desafios físicos, sensoriais e intelectuais. A exposição oferece uma oportunidade para todas as gerações iniciarem um diálogo ativo com os idosos, aprenderem mais sobre o processo de envelhecer e até mesmo mudarem o seu ponto de vista no que diz respeito à terceira idade, dissipando estereótipos e clichês da velhice.

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Jovem ouve história sobre obstáculos e possibilidades do envelhecimento. Divulgação/Hannes Saxer Museum

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“Para essa tarefa, estamos à procura de pessoas com mais de 70 anos de idade [não há limite máximo], que tenham uma atitude positiva em relação à própria idade e que estejam dispostas a orientar os visitantes, mediando e facilitando o conteúdo da própria exposição”, explica a produtora. Haverá uma oficina de formação de três semanas para treinamento, em agosto, com quatro horas diárias.

Interessados devem enviar currículo e uma carta motivacional (como se descreve, que atividades faz atualmente e por que quer participar do projeto) até 22 de maio para o e-mail andrea@calina.com.br

São Paulo é a primeira cidade da Américas a receber “Diálogo com o Tempo”

Por mais de dez anos, Orna Cohen e Andreas Heinecke trabalharam em maneiras de transferir a experiência adquirida com “Diálogo no Escuro” e “Diálogo no Silêncio” para uma exposição sobre a situação dos idosos. Para eles, “envelhecer é uma questão crucial e desconfortável que precisa ser enfrentada”, e “Diálogo como o Tempo”, avaliam, “tem o potencial, por um lado, de agir como uma base importante para a sensibilização para as condições humanas básicas que os idosos merecem e, por outro lado, para reduzir o medo de envelhecer entre a geração mais jovem”.

Ambos foram perturbados pela tendência de muitas pessoas de não encontrarem um lado positivo no seu próprio processo de envelhecimento e a noção de que as pessoas estão sujeitas a discriminação e exclusão depois de terem atingido certa idade. Aceitaram o convite do The Israel Children’s Museum, em Holon, para realizar a exposição em cooperação com especialistas. O sucesso motivou-os a adaptar “Diálogo com o Tempo” às circunstâncias demográficas na Alemanha e a espalhar a discussão globalmente. São Paulo é a primeira cidade da Américas a recebê-la, numa cooperação entre a Dialogue Social Enterprise, a Unibes Cultural e a Calina Projetos.

ESSA VAGA É PARA VOCÊ?

10 CARACTERÍSTICAS QUE O CANDIDATO A GUIA DEVE TER

  1. Flexibilidade: é importante ter mente aberta e capacidade de se ajustar a mudanças e diferentes tipos de grupos (crianças, escolas, famílias, idosos)
  2. Atenção: mais do que ser atencioso com o grupo, é preciso saber ouvir e estar atento à linguagem corporal dos visitantes
  3. Empatia: ser caloroso e sensível com o grupo
  4. Contador de histórias: mais do que ter um bom “causo”, é essencial saber contá-lo capturando a atenção do grupo. E também saber a hora de parar
  5. Paixão: deve ser apaixonado por trabalhar com pessoas e pela essência da exposição
  6. Energia: vitalidade é necessária
  7. Atitude positiva: não só em relação à idade avançada, como também à vida em geral. Alguém que seja otimista e que não se leve muito a sério
  8. Paciência e tolerância: lidar com diferentes audiências pode ser exaustivo e desafiador. Idealmente, deve ter tido posições anteriores que provem essa capacidade de interagir com públicos diversos
  9. Habilidade para improvisar: demonstrar criatividade, quando necessário, e saber reagir em situações inesperadas
  10. Carisma: ser capaz de atrair a atenção das pessoas, sendo sempre caloroso

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