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Melhor exercício é aquele que você gosta de fazer, afirma educador físico

Antes de escolher, saiba o que é importante verificar para manter a autonomia

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Pixinoo/Shutterstock

Hidroginástica, caminhada, pilates, zumba. Parece que o “exercício perfeito” muda a cada estação do ano, ao sabor das modas das academias. Contrariando essas tendências, o educador físico Timóteo Leandro de Araújo defende que o melhor é aquele que você goste de praticar, porque a atividade física é uma expressão das nossas preferências pessoais.

“O que a comunidade científica vem sugerindo é que não existe um tipo ou modelo mais indicado”, diz Araújo. “As pessoas têm que buscar a atividade que possam fazer, que seja viável e que traga prazer para que continuem a fazer exercícios.”

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada neste ano, mostrou que 18,4% da população brasileira entre 40 e 59 anos pratica atividade. Esse número cai 5% entre as pessoas acima de 60 anos. Ao atingir os 50, a busca por exercícios físicos precisa ser pautada pelo modo como as pessoas vivem, para que a taxa de abandono diminua.

 

“Existem exercícios bons para quem sempre fez e para quem nunca fez”

 

Por isso há quem prospere na natação e outras, no vôlei ou no tênis. A personalidade influencia a dedicação e a assiduidade a um determinado tipo de esporte. Quem é tímido, por exemplo, pode optar por exercícios solo. Já os extrovertidos, pelos coletivos. Os estressados podem fazer aulas que extravasem os sentimentos, como boxe, ou que ensinem a cultivar a tranquilidade, como ioga ou tai chi chuan. “Existem exercícios bons para quem sempre fez e para quem nunca fez”, sinaliza Araújo.

Professor da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e pesquisador do Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), Araújo explica que, em vez de elencar os melhores exercícios para a saúde, é melhor pensar nas características que a atividade física deve ter.

Além de escolher uma prática agradável, é sempre importante o acompanhamento de um profissional de saúde para que a carga, a frequência e a modalidade estejam afinadas com as necessidades físicas do praticante. Para manter a autonomia funcional e, consequentemente, a qualidade de vida, cinco características devem ser ponderadas: força, equilíbrio, agilidade, resistência e flexibilidade.

 

FORÇA

Na maturidade, as pessoas começam a perceber que algumas atividades cotidianas parecem se transformar em tarefas hercúleas, como carregar as sacolas de compras. “Passamos muito tempo sentados e isso gera diminuição da força muscular – essa diminuição faz muita diferença depois dos 50 anos de idade”, conta Araújo.

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Para a manutenção da autonomia, é preciso estimular a força muscular, principalmente nos membros inferiores e os músculos na região abdominal. Exercícios em academia funcionam bem, mas também as repetições embaixo d’água produzem boa resistência com baixo impacto.

 

EQUILÍBRIO

A falta de equilíbrio começa a causar problemas sérios após os 50 anos de idade. “Por isso é importante o ambiente aquático. A água nos tira do eixo”, diz Araújo.

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ESB Professional/Shutterstock

Segundo ele, é necessário lidar com o equilíbrio em movimento e ao ficar parado, características que são bem trabalhadas nas aulas de ioga e pilates.

 

AGILIDADE

Caminhar devagar, andar rapidamente, saltar ou agachar: quase nunca fazemos isso ao longo do dia. A agilidade está vinculada ao que não está programado, ao que é imprevisto. Correr atrás de uma bola, como em um jogo de basquete, é uma opção – e que aprimora também o equilíbrio.

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Cowardlion/Shutterstock

“Artes marciais são ótimas. Estamos sempre nos movimentando”, explica Araújo. Para quem fica entediado na esteira, o educador físico garante que uma aula de arte marcial nunca é igual à outra. Além disso, há objetivos a cumprir a curto, médio e longo prazos nesse tipo de atividade.

 

RESISTÊNCIA     

No envelhecimento, torna-se mais comum perder o fôlego. Pode ser andando por alguns metros ou subindo um lance de escadas – logo chega a fadiga e a falta de ar. Ficar esbaforido é um grande incômodo e também um sinal de que a prática da atividade física é urgente.

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A caminhada, por exemplo, é uma maneira de conseguir resistência e ainda diminuir gordura corporal, regular a pressão sanguínea e melhorar os índices de glicose – o que a torna ideal para diabéticos. Com baixo impacto, ela é boa para o fortalecimento dos membros inferiores e para o funcionamento respiratório e cardíaco.

 

FLEXIBILIDADE

Quem nunca ouviu um “estou enferrujado”? Com a flexibilidade em baixa, as tarefas mais corriqueiras, como se esticar para amarrar os sapatos, parecem dignas de atletas olímpicos.

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Além dos exercícios que ajudam a manter a elasticidade muscular, como as artes marciais e a ioga, vale fazer alongamento todos os dias. Segundo Araújo, é importante se espreguiçar. “Os animais acordam e, antes de mais nada, se esticam”, diz.  Depois de passar seis, sete, oito horas em repouso, o corpo precisa se preparar para um novo dia. Espreguiçar-se é sempre um bom começo.

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