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Especialista aponta o que causa dor nas costas

Estudos revelam que lombalgia pode atingir 9 em cada 10 pessoas na idade adulta

dor nas costas

Tolikoff Photography/Shutterstock

Já teve dor nas costas? Quem não, provavelmente seria a melhor pergunta, tomando como base estudos que demonstram que “de 50% a 90% das pessoas adultas apresentam lombalgia em algum momento de suas vidas”, segundo o geriatra Fabio Campos Leonel, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

E quais seriam as causas? “As dores lombares podem ser primárias ou secundárias, com ou sem envolvimento neurológico e de natureza diversa: congênitas, degenerativas, funcionais, infecciosas, inflamatórias, metabólicas, neoplásicas e traumáticas”, enumera o especialista. 

Inúmeras circunstâncias contribuem para o desencadeamento e cronificação da dor, “algumas sem uma nítida comprovação de relação causal”, como hábitos posturais, obesidade, sedentarismo e tabagismo, além de alterações climáticas. De acordo com Leonel, “transtornos psicossociais, como alcoolismo, depressão e desmotivação no trabalho, são mais frequentes nas pessoas com lombalgia”. 

A dor nas costas constitui a principal causa de absenteísmo no trabalho, “ultrapassando o câncer, o acidente vascular encefálico e a aids”, pontua. A incidência é igual nos homens e nas mulheres, “sendo que elas se queixas mais após 60 anos de idade, talvez em decorrência das consequências da osteoporose”. 

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E precisa, sim, ser investigada. “Mais de 50% dos doentes com episódio agudo de lombalgia pode apresentar novo episódio durante o período de um ano”, justifica. “Estudos recentes demonstraram que 40% a 44% deles apresenta cronificação da dor.” A boa notícia é que só 1% a 3% das lombalgias requer tratamento operatório. 

“As pessoas usam indiscriminadamente analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares para ‘tratar’ a dor” 

“Sempre que o paciente apresentar algo que o incomode, uma avaliação medica é importante”, considera o especialista, ressaltando que existem “alguns sinais de alerta” _veja teste abaixo. “Normalmente, o geriatra consegue diagnosticar e tratar as principais causas, com ajuda de uma equipe multidisciplinar.”  

A história do início e da evolução dos sintomas, o tipo e a localização da dor, a sua irradiação, os fatores predisponentes e desencadeantes e os de piora ou de melhora devem ser investigados, uma vez que a lombalgia constitui um sintoma que pode ser causado por doenças de outros órgãos e sistemas.  

“Os hábitos do doente, incluindo a posição de dormir, o tipo de colchão e de travesseiro; as principais posições assumidas durante o trabalho, o estudo, lazer e as atividades esportivas; e a satisfação pessoal e no trabalho são elementos importantes para elucidação diagnóstica e para prevenir a perpetuação do quadro doloroso após o tratamento.”  

E muita cautela na automedicação. “As pessoas usam indiscriminadamente analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares para ‘tratar’ a dor nas costas, que provocam efeitos adversos e interações medicamentosas que podem trazer prejuízos aos pacientes”, alerta. 

“Os anti-inflamatórios podem alterar a função cardíaca e renal, principalmente. Os relaxantes musculares podem aumentar risco de quedas em idosos, por exemplo, por darem mais sono. Fora as interações medicamentosas, já que normalmente os pacientes idosos usam outras medicações de uso continuo.” 

SINAIS DE ALERTA PARA OS 50+ 

Doentes com idade superior a 50 anos, apresentando queixa dolorosa durando mais de um mês, antecedentes pessoais de tumores malignos, redução inexplicável de peso corpóreo, dor noturna e ausência de melhora após um mês de tratamento devem sofrer investigação quanto à presença de tumores malignos, pontua o geriatra. “Na coluna lombar são frequentes as metástases de neoplasias primárias da mama, próstata, tireoide, pulmão e rins.” 

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