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É gripe ou resfriado?

Para evitar complicações, descubra quais são as diferenças entre as duas doenças

gripe ou resfriado
Casther/Shutterstock

Os termômetros caem, as pessoas buscam refúgios em ambientes fechados e os vírus são disseminados facilmente. E daí surge a dúvida: é gripe ou resfriado? Apesar de ambas serem doenças respiratórias causadas por vírus, há diferenças entre elas – e é importante saber para se prevenir e evitar complicações. 

O resfriado é causado por algumas espécies de vírus: Rinovírus (principal causa dos resfriados), Adenovírus, Vírus Sincicial Respiratório, Coronavírus, Echovírus e Paramixovírus. Os sinais e sintomas aparecem dois ou três dias após a exposição ao vírus. Os mais comuns são coriza, espirros, tosse, dor de garganta, lacrimejamento, moleza e febre baixa com curta duração. 

Realizar o diagnóstico diferencial com o da gripe é essencial para seguir com o tratamento adequado, explica Ana Paula Flora, gerente médica da Sanofi Pasteur. O agente etiológico da gripe é o Myxovirus influenza, também denominado vírus Influenza. A transmissão pode ocorrer por contato direto, de pessoa para pessoa, via espirro, por exemplo, ou indireta, por meio de superfícies ou objetos contaminados. O indivíduo com gripe pode transmitir o vírus a outras pessoas até aproximadamente 1,5 m de distância. 

A principal diferença nos sintomas de gripe e resfriado é a gravidade. “Uma pessoa com resfriado apresenta as vias aéreas superiores obstruídas; já na gripe os sintomas podem ser mais severos, como a febre alta, dor de cabeça e fadiga”, explica.

A melhor estratégia para prevenir a gripe é a vacinação anual (gratuita nos postos de saúde para maiores de 60 anos de idade), diminuindo o risco de adquirir a doença e também de complicações e hospitalizações. 

“Os idosos apresentam uma condição conhecida como imunossenescência, que é o declínio da função imunológica próprio da idade. Todas estas condições favorecem quadros infecciosos mais graves”, afirma.  

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Outras medidas de prevenção também podem ser feitas para garantir mais proteção: higienizar bem as mãos com sabão ou usar álcool-gel; evitar utilizar lenços ou objetos de uma pessoa doente; e usar uma proteção descartável ao espirrar, tossir ou falar. 

O QUE PODE VIR POR AÍ 

 Em maio deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu o pedido de registro de uma vacina desenvolvida especialmente para pessoas com mais de 65 anos de idade – mas não há previsão se ela será aprovada no Brasil. Nos EUA, onde foi lançada, em 2010, ela se mostrou 24,2% mais eficaz na proteção contra a gripe em comparação à vacina contra influenza trivalente aprovada atualmente no país, e reduziu 39,8% das pneumonias nesta população. 

“Com o envelhecimento, foi descoberto que ocorre um declínio da função imunológica, o que significa que a resposta de anticorpos após o recebimento da vacina tradicional contra a gripe não é tão alta quanto costumava ser. Esta vacina exclusiva para idosos promove uma resposta imune mais efetiva do que a vacina contra influenza trivalente disponível hoje no mercado.” 

Clique aqui e leia também: Proteja-se das doenças respiratórias do outono/inverno 

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