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5 passos para fazer sua aposentadoria render mais

"Sem enxergar as despesas não é possível enxugar", afirma educador financeiro

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Essential Image/Shutterstock

Mesmo com inflação em queda, todo mês é a mesma história: você recebe a aposentadoria, paga as contas e, quando vai ver o saldo no banco, já está no vermelho. É hora de rever seus gastos. A primeira atitude, ensina o economista Marcos Silvestre, é fazer uma planilha com as despesas.

“Sem enxergar não é possível enxugar”, afirma o educador financeiro. “A quantidade de itens que temos hoje em nosso orçamento familiar é 50 vezes maior que na época da vovó. Se não anotar, não vai lembrar, não vai planejar, não vai controlar. E não vai economizar!”

A “conta da poupança” é a primeira que dede ser listada e “paga” todos os meses. “Poupar tem de ser devagar e sempre _ não necessariamente devagar, mas sempre. Se ficar esperando o 13º, a restituição de IR e outras boladas eventuais, corre-se o risco de a grana chegar junto com a necessidade de realizar gastos concentrados, como sempre ocorre, por exemplo, no final de um ano e no começo do outro”, diz.

E aí, como lembra Silvestre, “a tal da história ‘agora, sim, vou poupar…’ já era”. Ele orienta a reservar, pelo menos, 10% do benefício mensal. “Ou comece com pouco, que seja, mas comece já _ e não pare nunca. Hábito bom é para manter para a vida toda.”

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Ele exemplifica: R$ 200 aplicados mensalmente na caderneta de poupança em cinco anos resultarão em R$ 14 mil; a mesma quantia direcionada ao Tesouro Direto pode atingir R$ 15 mil. Em um horizonte mais longo, de 10 anos, os R$ 200 mensais da poupança se transformarão em R$ 34 mil, ao passo que no Tesouro Direto serão cerca de R$ 39 mil.

 

 “Se pode pagar por algo, e vai mesmo usar, não deve cortar! Já se está pesando demais no orçamento e/ou se está aproveitando pouco… tesoura neles!”

 

 

Outro passo importante é se livrar de dívidas com cheque especial ou cartão de crédito, diz o economista, que implementou na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) o Programa de Reeducação e Orientação Financeira e Empreendedora. “O consumidor deve sempre priorizar o pagamento à vista, mesmo quando as lojas oferecem parcelamento em 10 vezes ‘sem juros’, que, na verdade, estão (quase) sempre embutidos.”

“Se um smartphone é vendido por 10 vezes de R$ 99,90 (= R$ 999), ele certamente pode ser encontrado para compra à vista (idêntico modelo, novo, na caixa, com nota fiscal e garantia) por algo entre R$ 800 e R$ 900 (talvez não na mesma loja, mas seguramente em outra do comércio). Daí concluímos que havia juros embutidos entre R$ 100 e R$ 200: é muito dinheiro para virar fumaça”, afirma.

Também dá para fazer trocas inteligentes, como trocar a TV por assinatura por streaming (Netflix, iTunes, entre outros) ou rever o plano de telefonia celular e de internet. “Caro é tudo o que se paga e não se usa direito. Se pode pagar por algo, e vai mesmo usar, não deve cortar! Já se está pesando demais no orçamento e/ou se está aproveitando pouco… tesoura neles!”

 

Relembre os 5 passos:

 

1 – Faça uma planilha com as despesas

2 – Livre-se de dívidas de cartão de crédito e/ou cheque especial

3 – Priorize compras à vista

4 – Invista em trocas inteligentes de TV por assinatura e telefonia

5 – Poupe mensalmente 10% da sua aposentadoria

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