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Meio cheio, meio vazio

Tudo depende de como olharmos para os acontecimentos da vida

meio cheio, meio vazio
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Estar de bem com a vida depende em grande parte de como olhamos para os acontecimentos de nossa vida, passados e presentes. Nós temos apenas um controle parcial do que nos ocorre e afeta, pois muitos acontecimentos são imprevisíveis. Uma coisa que podemos controlar é a forma pela qual reagimos aos acontecimentos.

Ao envelhecer, ocorrem perdas. Limites físicos são crescentes: a audição já não é tão boa e temos que pedir para as pessoas repetirem, a vista exige óculos, ao subir uma escada ficamos ofegantes, a memória falha e esquecemos onde deixamos os óculos ou a chave de casa. Costumávamos fazer muitas coisas, que não conseguimos mais. Mas, só perdas? Não, pois com o envelhecimento também há ganhos de mais serenidade, mais sabedoria, mais paz de espírito.

Como reagir às perdas é conosco. Gosto da imagem do copo pela metade. Alguns dizem que bom, ele ainda está meio cheio, outros dizem que pena, a metade já se foi embora. Um fato é inegável e irreversível: o copo, que estava cheio, agora está pela metade. Você pode reclamar, blasfemar, xingar, mas o fato é que agora o copo está pela metade!

“A capacidade de adaptação às novas realidades que a maior longevidade traz é uma competência que precisa ser desenvolvida.”

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Podemos ter uma abordagem positiva ou negativa. Esta, todos conhecemos, mas na positiva sabemos que não ouvimos mais tão bem como antigamente, mas ainda ouvimos, e temos alguém que repete para nós. Não enxergo tão bem, mas tenho óculos que me ajudam. Tenho que tomar um monte de remédios, mas é bom saber que existem remédios e posso de alguma forma tê-los. Fico ofegante e mais lento, mas ainda psso andar. Eu esqueço das coisas, mas posso acha-los ou pedir ajuda a alguém.

A capacidade de adaptação às novas realidades que a maior longevidade traz é uma competência que precisa ser desenvolvida. A rigidez, o apego a o que era e não é mais, só nos fazem mal. As realidades são novas e a elas precisamos nos adaptar.

Os limites crescem com a idade, o copo tem cada vez menos líquido, mas ainda tem líquido. Até o final, temos o mais importante: a vida, e a isto devemos nossa gratidão todos os dias.

A música “Copo vazio” encerra bem este texto. Ouça abaixo:

 

 

 

O consultor Gustavo Boog, que é autor de mais de 20 livros. Crédito: Divulgação

Gustavo é escritor e coach, apoia pessoas, idosas ou não, a tomarem decisões para serem mais plenas, terem clareza de objetivos e de significados de vida. Conduz palestras e workshops sobre temas comportamentais, criou o grupo “Mais Velhos, Mais Sábios” no Facebook. É escritor de mais de 20 livros e E-Books sobre desenvolvimento pessoal e organizacional.

E-mail: gustavo@boog.com.br  Site: www.boog.com.br

Fones: (11) 5183-5187 ou 5183-5096

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