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Lidando com limites

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Tish1/Shutterstock

O envelhecimento nos obriga a lidar com limites físicos crescentes. Só de falar isto já vem arrepios, quanto mais vivê-los. Uma coisa é conhecer intelectualmente isto, outra é viver limites. É doído! 

Com o passar dos anos há declínio geral nas capacidades físicas, que têm reflexos diretos nas capacidades sociais e psicológicas. O ser humano tem seu auge físico na faixa dos 20 aos 30 anos, entra num platô e por volta dos 60 anos começa um declínio mais acentuado.  

Ao começar a fase idosa, alguns efeitos esperados são: 

• Começa a tomar mais remédios, faz mais exames e consultas médicas e seu plano de saúde duplica de preço 

• Começa a perder massa muscular: menos força nas pernas e braços, dificuldades em sentar num sofá e depois levantar-se, dificuldades com o equilíbrio (risco de quedas), alterações na postura física 

• O metabolismo fica mais lento ou alterado: reflexos mais lentos, maior tempo de recuperação quando fica cansado, a digestão fica mais lenta, surgem rugas, cabelos grisalhos e brancos, manchas senis nas mãos, colesterol alto, variações de pressão arterial, ficar ofegante ao subir uma escada, perdas urinárias e diminuição da imunidade 

• Diminuição dos sentidos: a visão fica prejudicada (por exemplo para dirigir à noite), bem como a audição (às vezes há necessidade de aparelhos), o sabor dos alimentos vai se perdendo, bem como os aromas, o corpo fica mais vulnerável em situações muito calor ou muito frio 

• Podem surgir distúrbios do sono, como insônia, acordar muitas vezes, acordar com a sensação de cansaço 

• Aumenta o grau de dependência dos outros, para se levantar, para tomar banho, para dirigir 

• Maior risco de doenças crônicas como diabetes, câncer, Mal de Alzheimer

Associado a estes limites, há também aspectos sociais e psicológicos, tais como: 

• Memória de curto prazo mais difícil: onde deixei os óculos? Onde deixei as chaves? 

• Sentir-se inútil 

• Tendência ao isolamento, não querer sair de casa, sensação de solidão e abandono 

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• Maior tempo em casa, com o cônjuge, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do tipo de relacionamento existente 

• Ter de lidar com perdas de parentes e amigos 

• Ter de lidar com a própria mortalidade 

• Maior dificuldade de lidar com o imprevisto ou o não familiar. minha mãe sempre dizia: não se transplanta uma árvore velha. 

Estes são os principais limites que cada um de nós irá enfrentar, mais cedo ou mais tarde. Isto varia muito de pessoa a pessoa. A má notícia é que o envelhecimento é irreversível, e a boa notícia é que ele pode ser adiado por muitos anos, ou até por décadas, se: 

• Eu tiver uma alimentação saudável 

• Eu fizer exercícios físicos: mexa-se! 

• Eu me mantiver ativo, usando meus potenciais 

É claro que a genética de cada pessoa influencia, assim como as formas pelas quais se desenvolveu a vida de cada um, mas com certeza as atividades acima, dentro da situação específica de cada pessoa, gerarão bons resultados. O que se ganha em sabedoria e serenidade, são os benefícios de uma idade mais avançada ativa e saudável. 

Coach-Gustavo-Boog

Gustavo G. Boog é escritor e coach, apoia pessoas, idosas ou não, a tomarem decisões para serem mais plenas, terem clareza de objetivos e de significados de vida. Conduz palestras e workshops sobre temas comportamentais, criou o grupo “Mais Velhos, Mais Sábios” no Facebook. É escritor de mais de 20 livros e E-Books sobre desenvolvimento pessoal e organizacional.  

E-mail: gustavo@boog.com.br    Site:   www.boog.com.br                                                            

Fones: (11) 5183-5187 ou 5183-5096   Celular: (11) 99137-7691

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