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A difícil arte de conhecer

“Não me julgue, você sabe o meu nome, não minha história.” – Demi Lovato.

 

A arte difícil de conhecer
DenisFilm/Shutterstock

Quão fácil podemos imaginar o que o outro tem ou quer. Ou o que pode ter feito aquela pessoa para ser tão amarga. Mais fácil ainda é fazer juízo de alguém com quem convivemos. É aquele amigo do trabalho, ou o conhecido de seu bairro, que faz algo que você não aceita e já garante o direito de você julgá-lo. É um mau caráter, para fazer o que me fez.

Em contra partida como pode você julgar alguém a quem era muito unido, pelo mal feito com você? Não há compreensão em ter sofrido uma agressão e ter te excluído de seu convívio. Você procura entende-lo para amenizar a tua dor, procura alternativas para desculpar o que tanto te machuca.

No entanto se até a mais simples reação, o olhar um objeto permite duas maneiras, a sua de como vê o objeto e a dele como ele a vê. Num universo de ações e reações somos únicos. Não só nosso DNA, nossa impressão digital, nossa maneira de encarar um problema, ou a reação ao encará-lo, como podemos julgar o outro por ter agido assim ou assado.

“Nós somos uma multidão de células interagindo entre si. Mas se ultrapassarmos a barreira das células somos nada.”

Você já tentou moldar um raio de luz? Você pode coloca-lo dentro de uma Lâmpada, mas ele cresce fora da mesma, espalhando-se pelo ambiente. Uma vela da mesma forma. Cada vez mais os cientistas e biologistas estão chegando à conclusão que somos pura energia. Ao se decompor um corpo, levando-o ao mais ínfimo de sua capacidade de redução, chega-se ao nada. Nós somos uma multidão de células interagindo entre si. Mas se ultrapassarmos a barreira das células somos nada.

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A conclusão destes cientistas é clara. Nós somos pura energia. E como uma lâmpada, armazenamos neste invólucro físico (corpo) a energia que possuímos. E mais, ainda não se descobriu até onde esta nossa energia pode ir. Porque existem homens e mulheres que se destacaram e se destacam dos demais. Sua precocidade ao desenvolver seus conhecimentos os leva muito mais adiante de seu tempo. Um Leonardo da Vinci, um Eisten, um Michelangelo, Sócrates, homens visionários que enxergavam muito mais longe do que seus compatriotas. Desenvolveu-se, de maneira tal que eles mesmos não sabiam por que, uma capacidade cerebral muito á frente de seus conterrâneos.

Estes luminares da humanidade não podem ser descritos como A ou B.

E nós, simples mortais, cujas capacidades estão ocultas, ou seja, não sabemos como utilizá-las, acreditamos poder dizer fielmente, quem é esta pessoa com quem você se relaciona.

 

Rubens Lace

Rubens Lace. Aposentado de empresas privadas, com 70 anos de idade.

Crônista por paixão, autodidata em livro publicado em 2008 “A vida…em crônicas”. Três vezes premiado por crônicas apresentadas na feira do livro na cidade em que morou por 10 anos. Trabalhou como jornalista num periódico, onde acumulava a função de repórter investigativo e onde publicava uma coluna de crônicas. Paulistano, mas residiu por 30 anos no Rio Grande do Sul, com quem mantém laços afetivos com o estado que o adotou. Vive hoje em Campinas/SP. Suas crônicas abrangem toda a gama que sua inspiração o leva. Desde românticas, como críticas, políticas, filosóficas, bem como intimistas, pois extrai de sua própria vida fatos e atos que fizeram a sua história. A vida de aposentado não o atrai, mas na sociedade brasileira não se permite ficar velho. Então se dedica á sua paixão.

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